Parque do Lago – 04/12/12 – TV LOUCOS 25!

A Equipe Loucos por Pesca voltou à paradisiaca Fazenda Parque do Lago em Dourado-SP atrás de grandes brigas. Além de curtir momentos de muita tranquilidade em meio à natureza, tivemos vários duelos inacreditáveis com os brutos Tambacus que habitam o lugar. Dessa vez os baguás não escaparam dos nossos braços!

 

 

 

Olá amigos do Loucos!

A ansiedade por esta pescaria começou a aparecer com uma semana de antecedência. Após receber o dvd do nosso programa e do exemplar da revista (Mundo Pesca) que saiu nossa matéria realizada lá na Fazenda Parque do Lago, nosso grande amigo e parceiro, Sebastião Malheiro, nos convidou para retornarmos ao Paraíso!

Marcamos a pescaria para o começo de dezembro, época que os Tambacus com certeza estariam muito mais ativos do que em julho, mês em que realizamos nossa primeira pescaria naquela propriedade, e mesmo assim já tínhamos tido bons resultados.

Desta vez, nossa equipe estava ainda mais completa, pois, além da minha presença e do Renan, aventureiros já presentes na primeira vez, teríamos os irmãos Edgard e Fernando como estreantes na Fazenda Parque do Lago.

Chegamos por volta das 9 horas da manhã e fomos direto até o deck, lugar que deixa qualquer pescador fascinado, principalmente um “louco por tambas” como eu sou! Não foi preciso nem jogar ração para ver os bichos, pois os grandes Tambacus já estavam todos na superfície em volta da passarela que leva até o deck.


Os amigos ficaram extasiados em ver aquela cena pela primeira vez! Posso apostar como qualquer um ficaria, pois são dezenas de Tambacus gigantes, peixes de 15 a 25 kg, comendo em nossas mãos.



Garanto que pelas fotos e vídeos não é possível ter a mínima noção do quanto impressionante e fascinante são as cenas que presenciamos.

São tantos peixes que as vezes não conseguimos entender nem por foto a bagunça!


Assista no player abaixo a sensação de estar num aquário de gigantes!

A Fazenda Parque do Lago já teve inclusive Pirarucus enormes desfilando pela superfície do seu lago, porém infelizmente eles foram morrendo aos poucos, pois esta espécie não suporta temperaturas mais amenas. Eram 10 exemplares acima de 30 kg, sendo que o último a morrer, criatura assustadora, chegou a pesar 90 kg! Veja uma aparição do gigante peixe registrada por um pescador na época.

Quem quiser conhecer um pouco da excelente estrutura e belas paisagens deste paraíso chamado Fazenda Parque do Lago, clique aqui!

Enquanto fui buscar o barco de madeira, o Fernando armou um equipamento leve e arremessou uma salsicha de fundo. O resultado veio após poucos minutos de espera. Era o primeiro de muitos tambas que viriam para os braços da Equipe Loucos por Pesca!



Após ajeitarmos os últimos detalhes, partimos para a pescaria que gostamos tanto de fazer nesta fazenda. Entramos no barco e o Renan no caiaque – com equipamento de fly – e fomos cevar atrás dos grandes redondos.

Como já abordei na primeira matéria, os peixes deste paraíso são bem manhosos com relação a grandes bóias, cevadeiras e torpedos, então cevamos de barco, largando a ração e nos afastando da ceva até os peixes começarem a comer, e depois lançamos a isca com uma bóia de arremesso feita de madeira, ou isca artificial sem garatéias servindo como bóia.

Veja abaixo alguns exemplos do que utilizamos.


Os peixes comiam vagarosamente no começo do dia. Com evas e miçanga não tivemos ações, apenas o Renan perdeu uma puxada no fly. O Edgard tentava com salsicha ou pão, porém ainda não tínhamos bons resultados.

Decidimos esperar os peixes ficarem mais ativos e enquanto isso curtimos aquele lugar maravilhoso, relaxando, explorando os outros lagos, onde inclusive avistamos muitos Tucunarés, mas que estavam ariscos até com Lambaris de isca e não quiseram aparecer em nossa matéria.

Após o almoço, quando o sol ainda estava muito forte, resolvi pegar o caiaque e fui sozinho fazer uma ceva caprichada. Joguei cerca de 5 kg de ração e fiquei numa margem, cerca de 20 metros do local, aguardando a subida dos peixes. Após alguns minutos de espera, desisti e resolvi voltar para o barranco. Foi descer, virar as costas, e os estouros começaram no lago. A reação foi imediata! Adentrei rapidamente no caiaque e os amigos se jogaram no barco e fomos atrás daqueles bichos!

Com pão flutuando, iscado direto na linha, mesma maneira que peguei aquele verdadeiro baguá, que me escapou na margem no fim da outra pescaria, o Edgard teve uma explosão! Era um bom tamba engatado e logo os amigos foram para a margem onde pudemos presenciar a força bruta daqueles gigantes!


Vários minutos e nada do peixe se entregar. Ele subia à superfície, mas ainda estava com força para continuar brigando!


Até que numa oportunidade abracei o devorador de pão!


Grande Tambacu do Edgard, que lançava a forma que pescaríamos até o final da nossa estada na Fazenda Parque do Lago, ou seja, PÃO NELES!!!




Todos mudamos para a técnica do pão flutuando, isca que já vinha me rendendo muitos baguás nas últimas pescarias, e o Fernando foi o próximo a ter uma excelente e demorada briga com mais um grande tamba!


Bastava jogar cerca de 1kg de ração e esperar os redondos chegarem na ceva. As ações aconteciam e sempre com grandes batidas na flor d´agua! Tive uma briga bem demorada com um peixe que em outros pesqueiros tiraríamos com no máximo 10 minutos de briga. A saúde e força desses bichos nos deixaram muito surpresos!



Quando alguém fisgava um peixe, encostávamos na margem para realizar a briga com mais calma, contando com o auxilio dos amigos para ajudar a retirar o peixe no passaguá e fazer a filmagem, então os tambas aproveitavam a ração que sobrava na água para detonarem! Mesmo com grandes intervalos, causados pelas longas brigas, tivemos muito peixe na ponta da linha! O Edgard foi contemplado com mais um peixe de bom porte!



Foi uma tarde repleta de muitas fisgadas, brigas e também muitos peixes escapando! Era bem frustrante, mas tivemos peixes perdidos após cerca de 30 minutos de duelo, porém não tínhamos tempo para desanimar e logo engatávamos outro na isca matadora, o bom e velho pão!


Com o final da tarde se aproximando, os peixes ficaram loucos! Era cevar, sair de perto da ração, ajeitar o barco e já voltar para lançar o pão em cima da batedeira, onde ele não durava muito tempo e já era sugado com força pra baixo! Dessa forma tive um ataque manhoso, uma boca levou o pão vagarosamente e esperei a boia de madeira correr para descer a pancada!  O peixe foi ignorante e tomou linha em direção ao deck, mas consegui controlar. Encostamos na margem, onde ele também buscou enroscos e me deu muito trabalho! Eram metros e metros de linha que iam embora em cada tomada, parecia que não acabaria nunca aquela briga, mas finalmente consegui tirar da água o meu cobiçado baguá!


Tambacu acima de 20kg!

Prometi ajudar o Renan a tirar o seu azar já que ele tinha perdido alguns peixes. Fiquei apenas ajeitando o barco para o amigo, com a filmadora em punho, quando consegui registrar o exato momento da fisgada e a briga se iniciava!


O tamba brigou perto do barco o tempo inteiro, o que aliás aconteceu algumas vezes, mas, quando desembarcávamos no barranco, é que a verdadeira batalha se iniciava! A recompensa é excelente como sempre!



No finalzinho do dia foi grande a correria, pois os peixes não paravam de comer e todo arremesso com pão era certeiro!



Um pouco antes de escurecer, engatei uma encrenca das grandes no caiaque, o peixe simplesmente me rebocava com muita força. Eu tentava remar, endireitar o caiaque, mas ele logo em seguida me virava e fazia o que queria! Se não fosse a ajuda do Fernando, que me buscou com o barco de madeira e veio rebocando o caiaque, o pescador e o briguento tamba, eu estaria até agora lá brigando.

Enquanto isso, o Renan, sozinho no barranco do outro lado, arriscou um pão direto na linha,  arremessando à poucos metros da margem, e foi presenteado com um legítimo baguá!


Peixe na faixa de 23kg, o maior da nossa pescaria.


Após aproximadamente 1 hora e 15 minutos de duelo, meu recorde de tempo brigando com um peixe, finalmente tiro o guerreiro da água! Ufa!



Só conhecendo o lugar para ter noção de como os habitantes daquele lago brigam.


Muito cansados, tentamos por algum tempo capturar os grandes Pintados, mas eles não estavam querendo aparecer, então resolvemos ir descansar, pois no dia seguinte teríamos uma viagem pela frente.

Assista no player abaixo o programa 25 da TV LOUCOS!

Gostaria de agradecer nosso amigo Sebastião Malheiro, proprietário deste lugar paradisíaco e tão bem cuidado, por nos permitir passar momentos incríveis! A todos os funcionários nossos agradecimentos pela educação e serventia.

Aos amigos pescadores só posso dizer que vale muito a pena conhecer a Fazenda Parque do Lago. É uma pescaria diferente da que estamos habituados a realizar nos pesqueiros, porém muito mais prazerosa em cada detalhe! Desde a maneira de fisgar os bichos até as grandes batalhas que parecem não ter fim.

A Fazenda Parque do Lago faz pescarias para grupos reservados durante a semana, com agendamento prévio, e abre normalmente aos finais de semana, onde também é necessário ligar e agendar a data.

Feliz Natal e um excelente Ano Novo à todos que nos acompanham! Desejamos só coisas boas aos amigos do Loucos por Pesca e suas famílias. Que em 2013 venham muitos peixes em nossas iscas e tenhamos muitos gigantes nos braços!

Imagens: Equipe Loucos por Pesca

Texto: Kleber Sanches

E-mail: kleber@loucosporpesca.com.br

Fazenda Parque do Lago – Rodovia SP 215 que liga Dourado à São Carlos – Km 191 – Dourado/SP

Fones : (16) 3345-5050 / 81267304 / 81267315 / 33451243

www.parquedolago.com.br

E-mail: parquedolago@parquedolago.com.br

AGRADECIMENTOS

Romano Pesca – www.romanopesca.com.br

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

Massa Farofa do Carlão

Você pode deixar um comentário, ou fazer um trackback para o seu site.

13 Comentarios to “Parque do Lago – 04/12/12 – TV LOUCOS 25!”

  1. Vianna disse:

    Parabens a todos pela pescaria, que 2013 seja repleto de paz, saúde e muitas fisgadas !!!!abraço a todos da equipe !!!!!

  2. Giovanni Sales disse:

    Matéria mto boa pessoal do loucos. Impressionante a quantidade de peixes naquele deck e pegaram vários dessa vez. Quero conhecer este lugar. Abs

  3. Bruno Valente disse:

    Detonaram de pegar tambacu kkk show de pescaria!

  4. Amanda Nunes disse:

    Lugar mto lindo acima de tudo pelas fotos. Parabéns pela materia e pelos peixes. Meu namorado disse que vai me levar. Ele mandou e-mail pedindo dicas. Obrigada

  5. SÉRGIO disse:

    Olá amigos !
    Bela pescaria, parabéns !

    Tenho algumas dúvidas: qual o tamanho das bóias de madeira ? (aparentam + – 12 ou 15 cm). Elas são feitas com cabo de vassoura ou é utilizada alguma madeira especial ? Sem a aerodinâmica de uma bóia torpedo ou de uma cevadeira, e sem o chumbo acoplado, ela vai longe ? Com o pão no rabicho não acaba fazendo cabeleira ?
    Fico no aguardo.

    Abraços

  6. Renan Marin disse:

    Olá, amigo Sérgio.
    Inicialmente pedimos desculpas pela demora em responder, época de festas de fim de ano é complicado. Mas, vamos lá…

    As boias de madeira que utilizamos tinham entre 10 e 15cm… Não há nenhuma regra muito rígida quanto a isso… Quanto mais discreta, melhor, para essas situações. Quando nos deparamos com situações como essa, em que temos muitos peixes, mas que são muito “ariscos”, temos que nos adaptar e tentar não espantá-los… Tenho certeza que o tamanho da boia a ser utilizada não irá influenciar muita coisa, a não ser, é claro, que utilize boia com tamanho e peso completamente desproporcionais… A de madeira foi escolhida por nós por se mostrar muito discreta na água, parecendo um pequeno galho ou algo do gênero, e também pelo fato de ser muito leve, não fazendo barulho algum ao cair na água.
    Infelizmente com uma boia dessa não é possível arremessar muito longe (como os torpedos e boias cevadeiras), seja pelo peso, seja pela aerodinâmica, como você muito bem ressaltou, mas com um pouco de prática e e jeito é possível arremessá-la a cerca de 20 a 30 metros.

    Quanto ao pão, uma boa dica para evitar a cabeleira é usar um chicote não muito grande. Na minha opinião (e nisso muita gente discorda de mim), o determinante para evitar (e não eliminar 100%) a cabeleira é usar um tamanho de chicote que fique reto quando você for arremessar. Quero dizer, quando você for fazer o movimento do arremesso e colocar a vara para trás, o ideal é que o pão não encoste no chão a ponte de fazer uma barriga na linha. Faco sempre um chicote para deixar o pao levemente encostado no chão, e que me dê espaço suficiente para fazer um bom arremesso. Para mim é um pouco mais fácil, pois sou alto, e isso me ajuda a deixar um chicote de quase 2 metros.. Isso se aplica tanto para as boias de madeira quanto para torpedos e cevadeiras, mas, como você deve ter percebido nos vídeos, quando usamos as boias de madeira, os chicotes raramente ultrapassaram 1 metro…

    Especificamente para os torpedos e cevadeiras com o ão, muita gente gosta de espetar um alfinete na boia para fixar o anzol… Eu, particularmente, não gosto, mas é uma simples questão de gosto. Fiz questão de mencionar para que você possa experimentar e ver com qual jeito se adapta melhor.

    Bom, como deve ter percebido, não tenho o dom da síntese! hahaha Peço desculpas por me alongar demais.. Espero ter ajudado.

    Forte abraço.

  7. marlon disse:

    olá, meu nome é marlon e tenho 10 anos, sou como vcs um apaixonado e louco por pesca, por isso me tornei um grande fâ de vcs e da tv loucos. Como posso conseguir uma camiseta do loucos, gostaria muito de ter uma.

  8. Paulo Sérgio disse:

    Gostaria de saber o material que vcs usaram nessa pescaria?
    Qual o ponto de que era realizada a ceva? E a distancia dos arremessos, vou estar nesse fds no parque do lago e gostaria de algumas dicas, onde e o melhor local para realizar a ceva e as distancia de arremessos.
    Gostaria de parabenizalos pelas otimas reportagens e dicas!!
    Obrigado

  9. Paulo Sérgio disse:

    Qual a distancia dos arremessos e o ponto de ceva da margem?
    qual o tamanho das varas para realizar os arremessos?

  10. Kleber Sanches disse:

    Agradeço a todos os amigos que gostaram da nossa matéria. Marlon, entre em contato através do meu e-mail: kleber@loucosporpesca.com.br

  11. Kleber Sanches disse:

    Paulo Sérgio, como os peixes são um poucos manhosos com as bóias torpedo e cevadeira que estamos acostumados a utilizar, fazemos a ceva indo de barco ou caiaque e esperamos de longe eles começarem a comer para ir cerca de 15 metros de distância e arremessar. Não é possível fazer grandes arremessos só com o pão na linha direto, as vezes até conseguimos, mas a tendência com a linha ficando mais frouxa na carretilha é começar a dar cabeleira sim. Então utilizamos a bóia de madeira para auxiliar no arremesso e desta forma fica mais tranquilo. Chegamos a pesca distante apenas uns 3 metros da ceva qdo os peixes estavam mto ativos e eles não se importaram com a nossa presença e do barco. O lugar é fenomenal! Utilizamos varas de 6 pés, 25 lbs. O melhor ponto para cevar é do lado direito do deck olhando de frente (vista do restaurante). Boa sorte e depois me conte como foi a pescaria. Abraços

  12. Paulo Sérgio disse:

    Kleber eu conheço o lugar lá, frequentei muito quando criança lá, pouco tempo atras fui duas vezes lá mas sem sucesso na pesca dos redondos, pescando com boias torpedos e cevadeiras, pegando apenas 1 na salsicha no fundo, tivemos sucesso com os trairoes grande de que lá habitam. Obrigado pela dica sabado quem estarei lá, depois informo o relato da pescaria.

Deixe um comentario