Lago Azul – 30/08/11

LAGOAZUL3008

Apesar do inverno ainda estar atrapalhando bastante as pescarias, resolvemos dar alguns arremessos nesse excelente pesqueiro. Enfrentamos uma mudança de tempo, porém o calor esteve presente nos trazendo os peixes e rendendo boas capturas de Tambacus e Pincacharas!

 

 

 

Olá, galera do Loucos.

No fim de semana, meu grande amigo Kleber me convidou para ir ao Pesqueiro Lago Azul, localizado há aproximadamente 70 km da cidade de Campinas. Não pude recusar, especialmente pelo fato do tempo ter melhorado e saber que uma nova frente fria se aproximava para gelar os dias seguintes. Convidamos também nosso amigo Fernando, que inclusive já esteve presente em outras pescarias relatadas pela equipe Loucos por Pesca, além do Rodolfo e seu irmão Heitor.

Eu fui de carro com o Fernando, enquanto o Kleber iria direto para o pesqueiro. Havíamos combinado de nos encontrarmos lá por volta das 7 horas, entretanto o Kleber não pode nos acompanhar, devido a problemas pessoais. Então, seríamos apenas eu, Fernando, Rodolfo e Heitor.

Saímos de Campinas por volta das 07h30, fizemos uma viagem tranquila e sem pressa, e às 08h20 estávamos na porta do pesqueiro. Assim que chegamos, a expectativa aumentou e muito! Enquanto conversávamos com o caseiro sobre como havia sido a pesca dos grandes Tambacus nos últimos dias, vimos alguns peixes subindo à superfície, sem mesmo haver ração na água. Tratamos de arrumar as nossas tralhas para começarmos a pescaria.

Acabamos decidindo por ficar em frente aos bambus, pois consideramos ali um dos melhores lugares para se pescar quando o pesqueiro está vazio. Além de termos sombra no período da manhã, grandes peixes costumam ficar por ali.

Enquanto colocávamos o engate rápido nas varas e fazíamos os chicotes das cevadeiras, joguei um pouco de ração próximo à margem para ver se os tambas subiriam ali, pois em caso positivo tentaria pescar de fly. A resposta dos peixes foi quase imediata e poucos instantes após jogar alguns grãos de ração os peixes começaram a subir. Imediatamente comecei a arrumar o equipamento de fly, mas até montar a vara, fazer o líder e escolher a isca, os tambas já haviam sumido, dando espaço a inúmeros Pintados, Cacharas e Pincacharas que comiam tranquilamente a ração. Como prefiro pescar tambas, acabei abdicando da idéia de pescar de fly, pois com certeza, caso pegasse algum peixe, seria um dos bigodudos que estavam por ali, e não minha espécie preferida.

Equipamento pronto, eu e o Fernando colocamos a ração no copo da cevadeira e fizemos os nossos primeiros arremessos, bem próximo um do outro, na tentativa de concentrar os tambas em um único local do lago, o que facilitaria as capturas. E não deu outra! Logo em meu primeiro arremesso, acabei fisgando um bonito Tambacu, já de porte considerável, e digno de foto. Ele não resistiu à miçanga preta com evas caramelos. Após a fisgada, os demais peixes que comiam a ração se dispersaram pelo lago e demorariam um pouco para voltar a subir. A briga durou cerca de 15 minutos, até que o peixe não aguentou mais e se rendeu!

Peixe na água, voltamos a cevar. Nesse momento, muitos tambas subiam para comer a ração, mas sem dar aqueles estouros como estamos acostumados a ver no Pesqueiro Lago Azul. Os peixes estavam muito manhosos, comiam vagarosamente, selecionando sempre a ração e deixando o anzol com evas e miçangas de lado. Em razão disso, trocávamos incessantemente as cores dos conjuntos. Alteramos também o tamanho das miçangas e dos evas, na tentativa de fazer a isca ficar ainda mais parecida com a ração, no entanto, nossas tentativas foram frustradas. Não havia meios dos Tambacus atacarem nossas iscas.

Neste momento, o Heitor chegou e nos avisou que seu irmão Rodolfo também não conseguiria estar presente, pois havia surgido um imprevisto no escritório. Dessa forma, a equipe ficou desfalcada por mais um pescador!  Rapidamente ele armou uma vara com salsicha e foi na superfície que o bote de uma Pincachara fez ele ter sua primeira ação!

O Fernando logo trocou o esquema, deixando de lado a bóia cevadeira, passando a utilizar a salsicha boiada como isca. Enquanto ele pescava com salsicha, eu insistia na cevadeira, na tentativa de pegar algum esfomeado, e de tentar fazer com que os peixes continuassem subindo, para facilitar para o amigo.

Após um bom tempo de persistência, cevando bastante e trocando sempre as cores das miçangas, um esfomeado resolve atacar a isca e alegrar um pouco o nosso dia. A briga estava um pouco mais pesada, no começo o peixe não tomava muita linha, mas também não me deixava trazê-lo para perto da margem. Apesar da briga estar pesada, não dei muito valor ao peixe enquanto brigava com ele, pois como ainda não saímos do inverno, achei que a briga diferente poderia ser em razão do baixo metabolismo do peixe. Aproximadamente 25 minutos depois da fisgada, consegui trazer o bicho para bem próximo da margem, onde conseguimos visualizá-lo. Percebemos que era um peixe maior do que o primeiro, mas acabamos concordando que não deveria passar dos 15kg. Ledo engano! Somente após colocarmos o redondo no passaguá é que nos demos conta do tamanho da encrenca.

O Tambacu era bruto e pesou pouco mais de 20kg!

Ficamos mais entusiasmados e esperançosos. Após cerca de dez minutos da soltura do meu tamba, o Fernando teve uma forte ação em sua salsicha boiada. O pescador, que estava com a vara na mão, fisgou rapidamente e a vara envergou, mostrando que o peixe estava pego. Imediatamente após a fisgada, o peixe correu em direção à margem, o que já nos denunciou que se tratava de um peixe de couro. Após pouco mais de cinco minutos de briga, o peixe se rende e vem para os braços do pescador. Uma bonita Pincachara, que apesar de não ser muito grande, rendeu uma boa briga, em especial pela vigorosa batida na superfície.

Novamente na isca preferida pelas bigodudas, o Heitor garante seu segundo exemplar no dia. Briga característica da espécie e peixe nos braços!

Neste momento, aconteceu o que não esperávamos. Contrariando a previsão do tempo, que havia sido checada por nós, começou um forte vento em Mogi Guaçu. Para se ter noção da ventarola, para enxergarmos a boinha indicadora, tivemos que colocar uma de número 4.

Após cerca de uma hora insistindo com o forte vento que nos atrapalhava, resolvemos parar um pouco e preparar o almoço. Acendemos a churrasqueira, colocamos os espetinhos para assar, tomamos uma coca-cola bem gelada, e enquanto a carne não estava pronta, fizemos mais algumas tentativas. Alterei o esquema, utilizando um coquinho no anzol yamajin da owner (equivalente ao maruseigo) à cerca de 30 cm de profundidade. Sentei no quiosque com a vara na mão, enquanto esperávamos os espetos ficarem prontos. De repente uma ação! A boinha afundou, rapidamente saí de debaixo do quiosque e fisguei o bicho. A briga era boa, mas ele escapou sem que eu pudesse entender o motivo, deixando o anzol intacto.

Enquanto degustávamos uma deliciosa carne, deixamos as varas na espera, com salsicha boiada de isca, na expectativa de conseguirmos algumas capturas em meio ao descanso!

Foi dessa forma que outra pancada na superfície denunciou a abocanhada de outro peixe de couro na isca do Heitor. O sortudo pescador correu para o duelo e logo estava com a Pincachara fora da água!

Essa espécie estava se mostrando muito ativa!

Já por volta das 13 horas, com o vento dando uma trégua, outra batida violenta chama a nossa atenção. Imediatamente passamos a procurar as nossas iscas na superfície e achamos apenas uma delas. Nesse momento, percebo a linha de minha carretilha esticando na água e envergando a vara. Rapidamente tirei a vara do suporte e fisguei uma única vez o peixe. Pela batida, achávamos que podia se tratar de um dos gigantes Tambacus do pesqueiro Lago Azul, mas infelizmente não foi o caso. A briga logo denunciou que se tratava de um peixe de couro e, alguns minutos depois da fisgada, com a ajuda do Fernando, tiramos o bicho da água!

Algumas fotos e logo liberei o belo exemplar à vida!

Para nossa infelicidade, logo após a soltura, o vento começou a soprar sem dó novamente, atrapalhando e muito a pescaria. Passamos a cevar próximo da margem oposta a que estávamos, mas em questão de poucos minutos a ração chegava em nossos pés, antes mesmo dos peixes a comerem.

O Fernando tirou a bóia cevadeira e colocou novamente a salsicha boiada, o que foi uma boa idéia. O pescador teve várias ações dessa forma, mas não conseguiu tirar nenhum peixe. Ora o peixe batia na salsicha mas não era fisgado, ora era fisgado e escapava durante a briga. Ele perdeu pelo menos quatro peixes dessa forma, enquanto eu, na cevadeira, permanecia sem nenhuma ação.

O Heitor continuou tendo excelentes resultados com a salsicha, porém dessa vez foi na bóia torpedo. Deixando a isca na meia água, o bote foi seco e muito violento! Logo de cara ele cravou que era um peixe mais pesado e após uma boa briga se rende um grande Tambacu!

Hora de liberar o bichão!

Para nossa sorte, por volta das 15h30, o vento resolveu parar de soprar e encheu os pescadores de esperança. Imediatamente passamos a cevar no meio do lago, mas os peixes custaram a subir. Somente cerca de 30 ou 40 minutos depois é que eles deram as caras. Inicialmente, subiam de forma tímida, mas poucos minutos depois subiram para comer a ração vigorosamente, porém quando tirávamos nossas bóias do lago para cevarmos novamente, era a bóia cair na água que os peixes sumiam. Em virtude disso, tínhamos que arremessar e deixar nossas bóias até que os peixes subissem novamente. Aí era só esperar e torcer para que eles atacassem as miçangas.

Nesse fim de tarde tivemos várias ações! Eu, com mais sorte, consegui tirar três tambas de médio porte, sendo um deles de tamanho considerável e muito gordo!

Se o clima tivesse ficado assim por mais tempo, com certeza faríamos uma excelente pescaria neste dia. Os redondos subiam com mais vontade e acabavam não resistindo aos nossos conjuntos de evas e miçangas. Outro belo exemplar atacou a minha isca com voracidade!

Fisguei também um briguento Tambaqui, que deu muito trabalho para sair da água. Fiquei um pouco decepcionado com seu tamanho, pois aparentava se tratar de um peixe bem maior!

Enquanto eu brigava com este bonito Tambaqui, o Fernando havia fisgado o seu tamba na cevadeira, com eva caramelo e miçanga marrom escura. Seu duelo parecia de muito respeito! O peixe quase não tomava linha, era uma briga lenta e pesada, sendo que o tamba dava lentas cabeçadas do outro lado da linha, sinalizando que podia se tratar de um dos gigantes que esperávamos. Infelizmente, após cerca de 10 minutos de briga, o bichão escapou.

A partir daí não tive mais sorte! Os peixes se recusavam a comer minha miçanga. O Fernando, por outro lado, tinha várias ações, mas infelizmente perdeu quase todas. Um dos tambas perdidos, na batida, chegou a estourar a linha monofilamento 0,35mm, não dando chances de reação ao pescador. Sua bóia simplesmente desapareceu no lago, aparecendo somente cerca de uma hora e meia depois, sumindo novamente em seguida.

Já no final da tarde, próximo da hora de ir embora, o Fernando conseguiu engatar mais um tamba e com bastante calma tirou o briguento da água.

Devido ao baixar do sol, fomos obrigados a recolher nossas tralhas e seguirmos viagem de volta para casa. Infelizmente a pescaria não foi como esperávamos, mas, de qualquer forma, valeu a diversão, a presença dos amigos e o churrasco realizado à beira do lago. No final das contas são essas coisas que fazem a pescaria ser inesquecível!

Foi possível perceber que, mesmo ainda fora da temporada, bons peixes estão saindo no pesqueiro Lago Azul. Comecem a se preparar porque com certeza faremos ótimas pescarias na temporada que se aproxima.

Um forte abraço a todos!

Imagens: Renan Marin, Fernando , Heitor Lenzi

Texto: Renan Marin

Pesqueiro LAGO AZUL
Bairro Lago Azul – MOGI-GUAÇU/SP
Tel: (19) 9259-4474 (Marcos) ou (19) 9604-8078 (Carlos)

AGRADECIMENTOS

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O Boto – www.oboto.com.br

Massa Farofa do Carlão

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1 Comentario to “Lago Azul – 30/08/11”

  1. André disse:

    Parabéns pela pescaria, belos exemplares, estou aguardando o calor pra ver se volto à ativa…. vendo as fotos ja deu vontade de pescar…. abraços!!

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