Lago do Peixe-TO (13 a 16/09/10)

O Loucos por Pesca volta ao Rancho do Kojak, localizado no Lago do Peixe em Tocantins. Mais uma vez nossa equipe faz uma pescaria de tirar o fôlego. Um verdadeiro show de azuis com direito a captura de belos exemplares! Um lugar maravilhoso, pouco explorado e que rende muitos tucunas e alegrias aos pescadores.

 

 

Depois de intermináveis meses de espera, finalmente o dia chegou. Após ver a matéria aqui no Loucos por Pesca, do nosso colaborador Felipe Teixeira sobre o Lago do Peixe, não tive dúvidas: é pra lá que eu vou! Os belíssimos exemplares de Tucunarés Azuis, inseridos num contexto de preservação total e cota zero, aliados a beleza ímpar da natureza do rio Tocantins, fizeram dessa viagem um capítulo a não ser esquecido.

Assim foi que, Eu (Rodolfo Lenzi) e meu amigo Umberto Piazza Jacobs, embarcamos nessa aventura rumo à Pousada Rancho do Kojak, situada à beira da represa do rio Tocantins, denominada “Lago do Peixe” ou “Lago Angical”, localizada no município de Peixe, Tocantins.

Nossa empreitada teve início na cidade de Valinhos-SP, de onde rumamos para o Aeroporto Internacional de Guarulhos. De lá pegamos a aeronave para a cidade de Brasília-DF e, depois, uma conexão para a cidade de Palmas-TO.

Chegando em Palmas, fomos recepcionados pelo motorista da Pousada, o Isaac. Apressamos o carregamento da tralha pois sabíamos que longos 350 KM de asfalto e estrada de chão estavam a nossa espera até o tão aguardado lago. Longa viagem! Aproveitamos para bater um papo sobre o local e, é claro, dar muitas risadas.

Enfim chegamos na Pousada e recebemos as simpáticas boas-vindas da família Kojak. Ali conhecemos o seu Kojak, sua esposa Dona Glória e seus dois filhos Deivid e Diovane. Sem demora, nos conduziram até nosso quarto, onde sonharíamos com os Tucunarés até o primeiro dia de pesca.

No jantar, conversamos com outros pescadores e as notícias não eram das mais animadoras. O vento estava atrapalhando e muito. Alguns peixes saiam, mas em pouca quantidade e de tamanho médio somente. No entanto, a ansiedade era tanta que as más notícias logo foram esquecidas pela vontade de pinchar nossas iscas artificiais.

O seu Kojak foi nosso guia nos primeiros dias e não tivemos do que reclamar, muito pelo contrário, só do que agradecer. Além da vasta experiência no lago, o seu Kojak conhece cada ponto e sabe onde levar seus clientes para que consigam fisgar bons exemplares.

Sem contar a simpatia e bom humor, que tornaram a pescaria muito engraçada e com um ar de muita alegria.

Os equipamentos utilizados foram:

Rodolfo:

– Carretilha Shimano Curado 200E7, abastecida com linha mono 0,36mm, montada numa vara Daiwa Procaster de 17 lbs e 5’6;
– Carretilha Daiwa Pro Team,  com linha mono 0,36mm, montada numa vara Pinnacle de 17 lbs e 5’2;

Umberto:

– Carretilha Shimano Curado 201E7, abastecida com linha mono 0,36mm, montada numa vara Browning Agressor 5’6 de 20lbs;
– Carretilha Shimano Cronarch 101SF, abastecida com linha mono 0,36mm, montada numa vara Shimano Compre 6’0 de 15 lbs;

Também fomos munidos de diversas iscas artificiais. Durante a matéria mostraremos os resultados de cada uma.

Mesmo com um pouco de vento, o seu Kojak nos levou numa entrância em um braço da represa, para as quais ele dava o nome de “suvaco”. O lugar era repleto de galhadas e troncos, bem fechado, bem sujo.

Mas e Tucunaré Azul, não tem? Ah tem, e muito!

Nos primeiros arremessos com uma Zara, uma pancada na superfície deixa os pescadores assustados. Esse não fisgou, foi embora sem deixar rastros. Animados, continuamos buscando o valente peixe.

Capturamos o primeiro, cerca de 2 kg. O seu Kojak o embarcou e antes que eu pudesse externar minha vontade de tirar uma foto, ele soltou o Tucunaré dizendo: “calma, esse é pequeno”. Pra mim que, até então, tinha pescado Tucunaré em Ilha Solteira, Presidente Epitácio e Serra da Mesa, achava que um Tucunaré daquele, não era um “marruco”, mas também não era pequeno. Enfim, se o mestre falou, tá falado!

Mais alguns do mesmo porte foram capturados, mas nada de tirar foto. Em seguida veio o almoço, preparado pelos guias, com direito à salada, peixe, carne bovina, arroz e farofa. Um banquete “selvagem”.

Breve descanso, aproveitamos pra dar um mergulho no belo lago de águas limpas e rapidamente partimos para a pescaria. Algumas ações e nada de entrar peixe, até que a trajetória de uma Z-90 do Umberto é interrompida por um estrondoso Tucunaré do porte do Lago do Peixe.

O parceiro Umberto resolveu testar o trabalho de uma Tucunarex 140 Slim turbo (2 hélices) e nos primeiros arremessos, apareceu um rebojo, seguido de uma pancada de um Tucunaré que partiu alucinado pra cima da isca, jogando água pro todo lado.

Adrenalina à flor da pele!

Eu continuei trabalhando minha Firestick laranja e amarela e, quando menos esperava, ela foi sugada com a violência de um redemoinho. Era a minha vez de experimentar a briga de um belo Azul do afamado Lago do Peixe.

Briga muito boa e belo bocudo pra foto.

O final da tarde chegou, com o encantador pôr do sol de Tocantins.

Uma imagem do Umberto trabalhando sua hélice, carinhosamente apelidada de “Fusaca”.

No dia seguinte, resolvemos arriscar navegar um pouco mais, cerca de uma hora e quinze minutos rio acima, próximo ao encontro com o rio Paranã. Em uma estrutura com muito galho e profundidade de aproximadamente 2 metros, a “Fusaca” logo de manhã despertou o valente Tucunaré. Um lindo exemplar pra começar o dia.

Detalhe na “isquinha matadora”.

Também iniciei os trabalhos com uma hélice, a Tucunarex 110, laranja da cabeça preta. A isca promovia o barulho característico “wraaah wraaah”, quando o peixe aparece como um raio, vindo de baixo de um tronco, fazendo com que cessasse o som da hélice. Briga suja, mas que acabei vencendo. O meu troféu estava ali, um pouco mais de 5 kg de Tucunaré!

A emoção de brigar com um peixe desse já é enorme, nesse lugar maravilhoso então aumenta ainda mais!

Hora de soltar o troféu e sonhar em capturá-lo novamente no futuro.

Havíamos acertado o lugar dos “marrucos”. Pouco tempo depois, o Umberto vinha trabalhando sua Twich bait da Zagaia, quando recebe a pancada em sua vara. Ali não havia muita estrutura e o peixe tomou muita linha, valorizando o vigoroso embate. Quando o peixe apareceu, todos ficaram extasiados, o bichão de 5,5 kg estava ali, preso em seu alicate.

Reparem no tamanho da boca desse peixe.

Foi uma manhã memorável, que será sempre lembrada por estes dois Loucos. O almoço dessa vez se deu em uma casa abandonada, mas muito bonita e com uma vista invejável.

O restante do dia foi mais curto, considerando que tínhamos um longo caminho de volta. Alguns peixes de até 2,5 kg foram fisgados, mas os velhos do lago não quiseram mais aparecer, exceto um grande Tucunaré que agarrou minha Tucunarex perto do barco, fazendo um barulho enorme e estourando a linha logo em seguida. O seu Kojak, lamentando, afirmou: “esse era o record”.

O terceiro dia amanheceu ventando bastante, o que prejudicou em demasia a pesca do Tucunaré, pois não se consegue trabalhar as iscas de modo satisfatório e o barco a toda hora é arrastado. Mesmo assim, insistindo nas iscas de meia-água, o Umberto garante um bom exemplar.

Como o trabalho de iscas de superfície ficou impossibilitado pelas condições do vento, optamos por um trabalho conjunto de iscas de barbela que renderam um dublê. A dupla captura um casal.

Mais à frente, recolhendo uma Inna 90, Umberto garante mais um Azulão para os Loucos. Essa isca estava arrebentando! Não havia peixe que resistisse.

Foi uma sequência com um Jacundá e dois Tucunarés pegos na mesma isca. Isso mesmo, na mesma isca.

Ataque duplo pro Loucos!

Massacre dos Azuis no Lago do Peixe.

Na parte da tarde, voltamos para o movimento na superfície. Umberto com uma Zig-Zara cor osso levantou o primeiro “stressado”. É pancada das mais violentas. Só quem já pescou Tucunaré sabe do que estou falando.

Eu comecei a usar outra Tucunarex, cor “abelhinha”, e o peixe não gostou nada da bagunça que ela promovia e veio resolvê-la.

Em seguida, a Zig-Zara enlouquece outro Azul.

Algumas imagens das estruturas no fim da tarde.

Esses são os Buritis que, em meio à alguns Angicos, serviram de inspiração para o apadrinhamento do lago, o “Lago Angical”.

A beleza que nos cerca nesse local é impressionante.

No último dia, quem nos guiou foi o filho do seu Kojak, o Deivid, que também conhece o lago como ninguém e dá risada, escandalosa, 24 horas por dia. Pescávamos em um local mais raso, cerca de 1 metro de profundidade.

A água é muito limpa! Dá pra avistar a todo momento Arraias, cardumes de Piaus-Flamengo, Lambaris, Pacús, Matrinxãs e Corimbas.

Logo cedo, o nado em “Z” da Zig-Zara é obstado por um faminto Tucunaré.

O Umberto voltou pra “Fusaca” e também garantiu o seu.

O vento apertou e ele resolveu voltar pra sua Inna, a irresistível, e outro briguento apareceu pra mostrar sua linda coloração para os Loucos.

Uma imagem do peixe dentro da água, onde sua coloração é acentuada, provando a origem de sua denominação de Tucunaré Azul.

Eu passei a trabalhar uma meia-água da Marine Sports e não demorou muito pra outro Azul dar as caras.

Já em outro ponto, acertamos mais um casal, esse de maior porte e com colorações diferentes.

Belos exemplares!

Já com saudade dos estrondos, passei novamente para as hélices. Lancei perto da beirada, em um drop-off, a linha enroscou em um galho. Tentei liberá-la e a hélice deu uma movimentada. No mesmo instante escutamos o característico “POWW”, a pancada do Tucunaré na superfície. Conseguimos tirá-lo do enrosco para mostrá-lo à todos os outros Loucos que acompanham nossas matérias.

Para finalizar, na última grota ou “suvaco”, fisgo meu derradeiro exemplar.

E aos 44 do segundo tempo, no último arremesso de sua Zara, o Umberto fecha essa maravilhosa pescaria com chave de ouro. Lindo Azul que veio se despedir.

Gostaria de ressaltar aqui a extrema humildade e incansável atenção da família Kojak, que se desdobram para oferecer o melhor serviço aos seus clientes, sempre com muita alegria e bom humor.

Além disso, há alguns guias que se auto intitulam os melhores no que se refere à peixe grande no Lago do Peixe e tenho que dizer que o seu Kojak é um deles, mas que não faz auto-propaganda. Pra quem pretende realizar uma pescaria destas, fica ai minha sugestão para que o procurem.

Caso tenham interesse em pescar no Lago do Peixe e se hospedarem no Rancho do Kojak, que é a única pousada no lago, nos contate via e-mail que fecharemos um pacote para você, de acordo com suas necessidades.

É isso ai. Um abraço e boas pinchadas!

Imagens: Rodolfo Lenzi e Umberto Jacobs

Texto: Rodolfo Lenzi

E-mail: rodolfo@loucosporpesca.com.br

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7 Comentarios to “Lago do Peixe-TO (13 a 16/09/10)”

  1. Felipe Teixeira disse:

    Eu te disse q aquele lugar era um paraiso.

    Arrebentaram !!!

    Parabéns pela pescada

  2. Diego Oliveira disse:

    Bela matéria rodolfo e excelente pescaria, é impresionante o lugar e o tamanho dos tucunares, uma pescaria com um visual desse deve ser extraordiario parabéns pela materia showww…

    abrass…

    Diego Oliveira ” Loucos Por Pesca “

  3. Parabéns…como sempre, muito peixe….

    Esta lugar é um paraíso…

    Enquanto vida tiver e peixe por lá, estarei sempre visitando este local…

    Grande abraço.

  4. Marcinho disse:

    nussssa, que fartura!!!!!!!!!!!!!! show hein, lugar lindo demais!!!!!!!!!!!!!
    e q belos bocudos

    parabens Rodolfo e Umberto , materia top!!!!!!!!!

    abrasssss

  5. José Antonio disse:

    Showww!!!
    Ainda terei a chance de ir a um lugar desses, alem de muitos peixes, ainda eh um lindo lugar, otimo!!!

  6. Wylle disse:

    Parabéns. Pesca é isso, muita briga com o peixe, mas devolver para a água dá mais prazer ainda.

  7. Alex Pesca disse:

    Olá Rodolfo e Umberto,

    Um espetáculo de pescaria e fotos incríveis… Parabéns mesmo!
    Pescar com a família Kojak é sinonimo de peixe na ponta da linha, concordo plenamente com a sua colocação, tem gente que nem começou a trabalhar de guia e já se está auto intitulando o THE BEST, mas a carreira é curta para esta espécie de gente…
    Bom, aproveito para desejar sucesso para vocês e estou a disposição juntamente com a família Kojak.
    Umm grande abraço,
    Alex.

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