Pesqueiro do Cal – 06/02/10

Rodolfo Lenzi novamente vai ao Pesqueiro do Cal e tem muita ação na ponta da linha durante o dia inteiro. Uma espécie saltadora e muito voraz deu muito trabalho aos pescadores, que com persistência conseguiram tirar outros peixes do lago.  

 

Depois de cerca de quatro meses após conhecer o pesqueiro do Cal, em Louveira-SP, resolvi voltar para tentar repetir a dose.

Como de praxe, chegamos logo no começo da manhã, por volta das 7 horas. Em minha companhia estavam minha namorada Clara e nosso amigo e colaborador Bruno Barbin.

Ficamos no primeiro quiosque logo na entrada, no canto do lago, perto do aerador.
Utilizei três equipamentos, armados da seguinte forma:

1- uma vara bem encostada à margem, ao lado do aerador, com um pedaço de salsicha, encastor e anzol 6/0

2- uma vara com salsicha flutuante e anzol de haste longa direto na linha

3- uma vara maior com cevadeira, EVAs e miçangas diversas

O Bruno armou dois equipamentos de fundo, um mais próximo ao aerador e outro no meio do lago e uma terceira vara com salsicha flutuante.

Minutos após terminar as montagens, as Matrinxãs já deram as caras, nos mostrando o que iria se repetir ao longo do dia. Já começamos com um dublê das prateadas saltadoras.

Logo depois foram os Piaus que resolveram aparecer.

Todos fisgados com salsicha no fundo.

A todo momento podíamos ver os botes das Matrinxãs nas salsichas flutuantes. Era impressionante a quantidade de investidas dos peixes.

Logo nos primeiros arremessos com a cevadeira, já esperando por uma Matrinxã, a linha pesou e o peixe não pulou. A briga característica denunciava que se tratava de um Tamba. Ao se aproximar, pude ver a cauda com uma coloração preta muito intensa e escamas verdes um pouco maiores. Lembrei da outra vez em que lá estive, quando fisguei um Tambaqui, e ali estava ele de novo. O peixe resolveu dar uma cabeçada violenta e colocar a linha nas costas. O pior aconteceu, de maneira súbita ele escapou.

Depois de recolher, pude constatar o que já havia acontecido comigo em outra oportunidade ao utilizar esses chicotes prontos que se compra em lojas de pesca, montados com anzol, miçanga, encastor e EVA: o anzol se abre muito facilmente.

Pescaria é assim mesmo, acontece. Troquei o anzol por um de melhor qualidade e continuei cevando. Não dá tempo da bóia cair na água que as Matrinxãs já estão atacando.

Entre muitas das danadas, uma Pincachara ataca minha salsicha no fundo.

Perdi a conta de quantas matrinxãs fisguei durante todo o dia. Acredito que no mínimo vinte delas, sem exageros. O Bruno também garantiu vários exemplares.

Elas atacavam qualquer isca, com ou sem EVA, mais fundo ou bem na superfície, miçanga vermelha, caramelo, marrom, coquinho. A pescaria de Tambas na superfície fica bastante prejudicada por conta desses peixes. Mudei a altura do chicote, mas não adiantava, só davam elas.

A linha do Bruno esticou sem que tivéssemos escutado o peixe bater na isca. Desconfiamos ser um peixe de couro e não deu outra. Logo a Pincachara se rendeu e foi fotografada.

Alguns pequenos Pacus também foram fisgados com salsicha no fundo.

Tivemos ação durante o dia todo, ora Matrinxã, ora Pincachara e ora Piau. Até que uma Tilápia interrompeu o ciclo.

Decidi trocar a salsicha pela guelra de peixe e, um tempo depois, minha vara perto do aerador envergou com força e a linha foi pra baixo dele.

O peixe havia enroscado na corda que o prende e, inevitavelmente, estourou a linha. Muito provavelmente era uma das Pirararas do lago, que nesse dia não quiseram aparecer.

O Bruno conseguiu ainda fisgar sua segunda Pincachara.

A ação das Matrinxãs era tanta que até a Clara, iniciante no esporte, fisgou a sua. Depois ela me pediu ajuda pra segurar o peixe, já que ela não tem muita prática e é absolutamente inaceitável o uso de alicate de contenção nessa espécie.

Mais no final da tarde, um estouro mais forte faz a salsicha do Bruno sumir. Dessa vez quem veio foi um bonito Tambacu que, pela média de tamanho dos peixes do lago, já se destacou.

Logo depois, foi a vez da minha salsicha sumir após uma vigorosa explosão na superfície.

O peixe brigou bastante e depois se rendeu a foto. Era outro Tambacu, um pouco maior, bem preto.

Para fechar o dia mais uma vez sofri o ataque das esfomeadas Matrinxãs.

E assim se encerrou mais um prazeroso dia de pesca e com muito peixe na linha.

É isso ai. Abraços e boas pinchadas!

Imagens: Rodolfo Lenzi, Clara e Bruno Barbin

Texto: Rodolfo Lenzi

E-mail: rodolfo@loucosporpesca.com.br

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7 Comentarios to “Pesqueiro do Cal – 06/02/10”

  1. Diego disse:

    Rodolfo bela materia, muito legal.

    Shown de bola, parabens.

    Att,

    Diego.

  2. mateus disse:

    que bela babylook hein rodolfo?! usahushusah

    bela pescaria e meus parabens por esses belos peixes!!

  3. Fernando de Paiva disse:

    Puta sei como é dificil quando so uma especie atca o dia todo!?!? Pelo menos eram Matrinxas e no Monte Negro que os Catsfishs nao dava sussego!!kkkkkkkk

    Parabéns Rodolfo e todos que acompanharam!!!

    Abraçoss!!!

  4. Marcinho disse:

    DA LHE MATRINXA HEHEHEHEHEHE, ELAS NO VERAO FICAM ATENTADAS NÉ, MAIS BRIGA DEMAIS, É UM PEIXE MUITO VALENTE.
    MAIS NO FINAL DA PESCA A BRIGA FICOU BOA HEIN

    PARABENS RODOLFO, E O LUGAR PARECE MESMO FANTASTICO

    ABRASSSSS

  5. gabriel disse:

    Bela materia,Parabens!!

    Mas,eu gostaria de saber se vc’z sabem qual o dia melhor pra ir no pesqueiro do

    cal?

    obg

  6. FERNANDO disse:

    BELA PESCARIA,BONS EXEMPLAR DE MATRIÇAS LEGAL.

  7. Joao Pedro disse:

    Belos peixes em Parabens

    mais infelismente o mais bonito num quis aparecer neh

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