Pesqueiro do Cal – 17/10/09

Nesse sábado fomos conhecer um pesqueiro em Louveira, interior de São Paulo. O resultado foi uma pescaria com muitas fisgadas e a certeza de ter descoberto um novo reduto de peixes de couro. Muitas Pincacharas e Pirararas atacaram nossas iscas. 

 

Saudações amigos e leitores. Já estava com saudade pois fazia um tempo que não postava aqui. É com muita satisfação que venho lhes apresentar um novo pesqueiro que acabou nos sendo uma grata surpresa!

Foi neste último sábado que eu (Rodolfo Lenzi) e meu parceiro Thiago Camilotti, estivemos no Pesqueiro do Cal, na cidade de Louveira-SP. O local possui 3 lagos, nenhum de grande porte, mas suficiente para proporcionar a estes “Loucos por Pesca” momentos extremamente agradáveis em meio a belos exemplares.

No lago maior, onde é permitida a pesca esportiva, também oferecem a possibilidade de se levar o peixe, ou seja, o pescador é quem escolhe. A taxa da pesca esportiva é de R$ 15,00. Ao final da matéria você aprenderá como chegar ao local.

Habitam o principal e maior lago as seguintes espécies: Tilápia, Carpa, Bagre Africano, Catfish, Matrinxã, Pacu, Tambacu, Tambaqui, Pintado, Cachara, Pincachara, Cascudo, Piau e Pirarara.

Confesso que o maior motivo da minha visita ao pesqueiro, era o conhecimento de que o local servia de moradia para a espécie que mais gosto de pescar: a Pirarara! Já sonhando com elas na noite anterior, acordamos muito cedo e antes mesmo do responsável pelo pesqueiro chegar, já estávamos no portão, loucos para armar o primeiro equipamento.

Ciente dos hábitos desta espécie, escolho um canto do lago, bem ao lado de um pequena queda d’água. O Thiago ficou no canto oposto, visando também os peixes de couro, pois ali havia um aerador. Armei dois equipamentos de fundo, pinchando bem próximo à margem, utilizando como isca a salsicha.

O Thiago também armou seus equipamentos com salsicha de fundo próximo ao aerador e outro com salsicha flutuando. Não demorou muito e, após ouvir um grito do parceiro, percebo que ele já travava uma briga com o seu primeiro peixe, uma pequena Pincachara, mas que serviu de estímulo, aumentando nossas expectativas.

Logo em seguida vejo minha linha correr, a irmã da Pincachara do Thiago, aparece no meu anzol.

Sem mais delongas, agora uma Cachara não resiste a salsicha, que estava embaixo do aerador.

Parecia brincadeira, após fotografar o último peixe, eu tinha acabado de voltar pro meu quiosque e o Thiago já engatava outro, dessa vez na salsicha flutuando.

Outra foto da “bigoduda”.

Peixe liberado e o Thiago me deixa pescar um pouco agora. Com uma vara mais longa, montei uma bóia cevadeira, chicote de 2,5m, dois E.V.As (um preto e um caramelo), mais um coquinho, em um anzol de robalo. Logo nas primeiras “copadas” os peixes começaram a subir e logo uma Matrinxã faz a linha correr. No decorrer do dia fisguei inúmeros exemplares desta espécie, que dominava a ceva e não dava espaço para os Tambas.

O canto do Thiago parecia estar encantado, os pequenos de couro não davam trégua às salsichas, ora flutuando, ora no fundo. E então, mais uma Pincachara vem parar nas mãos do pescador.

As primeiras horas de pescaria foram entusiasmantes. Nos deixou com aquele pressentimento de que teríamos um ótimo dia de pesca, e não nos decepcionamos. Porém, com o passar das horas os peixes cessaram os ataques.

Com aquele marasmo, pescador mal acostumado não para de inventar. Foi então que propus ao Thiago “que tal montarmos uma bóia e tentar uma Cabeçuda?”. Desafio aceito, começamos a montar o equipamento. Massas Cordeiro Tradicional e mais nada; a massa estava a uns 50 cm de profundidade. Para a nossa surpresa, não demorou muito, olho pro lago e cadê a bóia? Corro até a vara e inicio a briga.

Na primeira rebojada do peixe, um rabo aparece e já denuncia a presença de uma rainha. Briga pesada e os pescadores ao lado se aproximam, curiosos em saber que peixe era aquele. Uma Cabeçuda já de bom porte veio presentear esses “Loucos”.

Depois dessa, nenhuma outra quis dar as caras. Em meio a uma conversa, olho para as varas e “Thiago, olha sua linha!”. Ele vai até ela e mais um peixe de couro havia entrado, outra Pincachara.

E as Pirararas, hein? Onde estão? O pescador ao nosso lado, Augusto, havia soltado uma linha iscada com guelra de peixe, bem em sua frente, praticamente encostada à margem. Uma pegada firme, tomada de linha constante e pesada. Não restava dúvidas, ali estava ela, a linda e por mim tão cobiçada Pirarara.

Mais uma vez o equipamento do Thiago sofre a ação dos peixes. Uma corrida vigorosa toma muito metros de sua linha. Briga se desenvolvendo no fundo sempre é certeza de peixe de couro. Mas e agora? uma Pincachara de bom porte ou uma Pirarara?

Após inúmeras tomadas de linhas, com “carregadas” fortes, o coração do pescador já aumentou seu ritmo, a Pirarara estava na ponta de sua linha.

Merecido momento do pescador exibir o belo exemplar.

Eu decidi mudar meus equipamentos. Já saturado das Matrinxãs, resolvo tentar agora lançar no meio do lago, no fundo, um pedaço de pão. Já havia passado um bom tempo, quando achava que não tinha mais nenhuma isca, a pequena vara de 17 lbs e linha 0,35 mm quase é arrancada do suporte. Fisgo com força e, com um sorriso no rosto, olho pro Thiago e digo “tá pesado, é ela”.

Meu equipamento era leve, o peixe tomava muita linha e deu muito trabalho, rodou o lago todo e me fez estragar a pescaria de muita gente. O relógio já marcava 25 minutos de cabo de guerra, ela estava próxima ao barranco quando o anzol simplesmente se soltou. Inevitável frustração, mas acontece, pescaria é assim mesmo.

Resolvi mais uma vez insistir na bóia cevadeira e já no primeiro arremesso, meu anzol é sugado. Matrinxã não é. A briga era diferente e o peixe bem mais pesado. Quando ele resolve boiar, veio a grata surpresa, era um bonito Tambaqui.

Como já tinha dado certo, tentei de novo: pão no meio lago! E não deu outra. A pegada foi bruta e o peixe me fez sair correndo pelo lago pra evitar que se enroscasse nas outras linhas. Era ela novamente, mostrou seu colorido rabo e voltou para o fundo do lago com a força que lhe é característica.

Eu havia sido alertado por um pescador local: “só não deixe ela ir pra aquele canto ali, pois tem enrosco”. Adivinha pra onde ela foi? A fricção estava travada ao máximo que a bitola da linha permitia. Não deu, ela enroscou.

Quando eu já estava abatido por ter perdido dois bons peixes, o Thiago fisga seu último exemplar. Ele pegou a família inteira dessas Pincacharas.

Já começava a arrumar a tralha, tentando me conformar com os resultados, quando uma vara que eu já até havia esquecido, pois não teve sequer uma ação durante todo o dia, iscada com uma salsicha, literalmente encostada à margem, quase vai pra dentro do lago. A primeira tomada de linha foi intensa e o peixe já estava do outro lado. Não tinha dúvidas, tinha a minha terceira chance com a Pirarara. A minha sorte é que o pesqueiro já estava mais vazio, então deu pra trabalhar melhor o peixe.

Após algum tempo de briga, com toda a cautela necessária, o peixe se revela e permite ser capturado pelas mãos do Thiago. Ufa, consegui a minha Pirarara! 2 a 1 pra elas.

E assim ela vai embora, para coroar nosso belo sábado.

Fica ai então mais uma dica para os nossos amigos pescadores.

Abraços e boas pinchadas!

 

Imagens: Rodolfo Lenzi e Thiago Camilotti

Texto: Rodolfo Lenzi

E-mail: rodolfo@loucosporpesca.com.br

 

O pesqueiro do Cal fica na cidade de Louveira-SP, na rua Miguel Bossi.

Louveira fica às margens da rodovia Anhanguera, entre as cidades de Vinhedo e Jundiaí. Quando estiver na entrada para Louveira, na rotatória, siga os seguintes passos:

Na rotatória, pegue a terceira saída para a Rod. Romildo Prado, passe por uma rotatória. Pegue a saída a esquerda e depois vire a direita na Rua Recife. Pegue a primeira a direita e estará na rua do pesqueiro, Rua Miguel Bossi.

Veja os mapas abaixo.

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20 Comentarios to “Pesqueiro do Cal – 17/10/09”

  1. Diego Oliveira disse:

    eae Loucos belas piras e bela materia parabéns, eae rodolfo e essa cabeçuda heim showww sera q tem boa quantidades dela no pesqueiro ??
    Obs : rodolfo e a sua inseparavel luvinha kkk

    abrass…

    Diego Oliveira ” Loucos Pos Pesca “

  2. Edson (bugrino) disse:

    Nada como a insistência hein?! e valeu a pena, bela pirarara pra foto!!! Lago com vários peixes e para todos os gostos!!!

    Nova opção de pesqueiro ae!

    Abraços!

  3. Cleiton Cps disse:

    Parabens pela nova descoberta. Quantidade absurda de peixes de couro e fica pertinho pra gente que mora em Campinas. Gostei demais da indicação. abracos

  4. Valter Coimbra disse:

    Nunca tinha ouvido falar desse pesqueiro. Em breve to chegando por lá com minhas tralhas atrás das piras rsrs Também sou “Louco por Pesca” e principalmente louco por pira. valeu

  5. Bruno Camanzano disse:

    Simplesmente show de bola a descoberta ai do pessoal. To dentro dessa novidade e vou cair pra dentro no pesqueiro do cal. Se vcs forem pescar por lá novamente me avisem que quero conhece-los. abraços

  6. Leandro disse:

    Show de pescaria otimo local para pesca das pincacharas…..

    essa ultima foto da pirara grande hein gostei de ve-la

    parabens a todos!!!

  7. Kleber Sanches disse:

    Parabéns ai Rodolfo e Thiago. Infelizmente não fui junto conhecer, mas logo mais estarei no pesqueiro do Cal atrás das grandes piras que o Dorfo perdeu hahaha Gostei de ver a pescaria do Tito hein! Deu show e pegou muitas Pincacharas. Eu diria que ele desencantou finalmente!!! Abraços

  8. Marcinho disse:

    hehehe cabeçudeiro,que pesca hein parabens rodolfo e tito show de pescaria
    e novidades sempre serao bem vindas né!!!!!!!!!!!!novos points e boas informaçoes

    logo vou tentar as rainhas hehehehhe

    abrasssss

  9. Fernando de Paiva disse:

    Pesqueiro parece sem bem legal, e é mais uma opção que os Loucos encontraram, parabéns para os 2 parceiros!?!?!?!?

    E Pirarara no pão quem diria hein Rodolfo?!?!?!??!]

    Show de bola matéria!!

    Abraçoss a todos

    Fernando de Paiva
    Equipe Loucos Por Pesca

  10. David disse:

    Parabéns pela matéria, realmente ficou muito bacana!

    Alguem saberia me dizer qual o melhor tipo de anzol para peixes de couro e tambas? e qual a melhor marca de anzol?

    Obrigado!

  11. Felipe Brussi disse:

    parabens loucos…novo pesqueiro em!!! eu curti esse ai em breve tamos lá …

  12. neuto disse:

    O pesqueiro tem comida?
    Permite a entrada com alimentos?

  13. Kleber Sanches disse:

    David, para a pescaria de tambas na cevadeira com miçangas/rações eu indico o anzol de robalo ou o chinú. Já para peixes de couro eu sempre utilizo aquele anzol de perna comprida. Ele é excelente para pescar com salsicha, pequenos peixes (tilapia, lambari), pedaços de carne (rim, figado), tripa de frango, minhocoçu etc. Para pescar tambas com essas iscas acima o anzol de perna comprida também é excelente, pois diminui praticamente a zero a chance do peixe cortar sua linha na mordida. Abraços e boas fisgadas!

  14. Kleber Sanches disse:

    Neuto, o Rodolfo em breve responderá sua pergunta porque como foi ele que visitou o pesqueiro ele tem as informações corretas. Abraços

  15. Tito disse:

    Neuto o pesqueiro possui comida sim eles possuem salgadinhos que são fritos na hora como tem um grande numero de tipo de porções.
    Já entrada de comida no pesqueiro acho que não pode pois no decorrer da pescaria não vimos nenhuma pessoa entrando.

  16. David disse:

    Muito obrigrado Kleber!

    abraco, e boas fisgadas!!

  17. Rodolfo Lenzi disse:

    Existe a lanchonete que oferece salgados e porções. A entrada com bebida ou comida não é permitida.

    abraços

  18. neuto disse:

    Kleber e Rodolfo;

    Obrigado pela informação!
    Neuto

  19. neuto disse:

    Depois de lermos esta reportagem, minha mulher e eu estivemos no Pesqueiro do Cal no sábado, dia 31 de outubro. Chegamos cedo e ficamos onde ficou o Rodolfo.
    Logo,minha mulher fisgou um bom tambaqui de cerca de 5 kg, na beirada, com guelra de peixe. Fisguei também um pacu.
    Depois, começou a chegar muita gente e sair muito piau. Fomos para a esquina do fundo, onde tem uma boa sombra e estavam mais tranquilo, pois ninguém estava pescando na cabeceira. Não houve ações de pirararas (três varas na beiradas iscadas com guelra e salshicha) nem no meio do lago, mas nos divertimos com os piaus, na beirada.
    Fomos insistentes. Na segunda, dia 2, voltamos e ficamos no mesmo lugar. A pescaria foi muito fraca.Só os cat-fishes deram o ar da graça. No final da tarde, tive uma ação no meio do lago, numa var com dois anzóis, iscada, com tripa e massa. O peixe não deu aquela deitada de vara típica das pirararas do Castelinho. Só mamou e pesou na linha. Como não corria, resolvi figar assim mesmo. Quando fisguei, parecia toco, O peixe deu uma grande arrancada e, antes que eu correçasse a recolher, quebrou o nó do empate, que era de linha 0,60. Pela violência, pode ter sido uma pirarara.
    Pretendemos voltar lá num dia de semana, sem muito tumulto, O pesqueiro é bastante rotativo (aceita pescador de meio período) e tem muito peixe pequeno, como piau e catfish, bons para serem pescados com vara de mão. Não creio que seja tão bom de peixes maiores como a Lagoa dos Patos. É deficiente em alimentação, pois só serve frituras. No entanto, as pirararas são sempre um diferencial e uma atração. São cerca de 21 e fazem parte daquele mesmo lote trazido do Mato Grosso pelo Sr. Agmar cerca de três anos atrás. A Lagoa comprou cerca de 50, mas não sobreviveram ao frio. Já em Louveira, apenas 25 km a oeste, o resultado foi diferente.

  20. david andre disse:

    o nome e david andre ia direto no cal gosto muito de la por causa das pirarara e tambacu mas so por te aumentado para 20 reais nao compensa ir mais la. agora eu estou indo na lagoas dos patos e vou no ultimo lago nao si se e bom no lago de cima vou domingo na lagoa de novo e vou fazer um teste la em cima vamos ver se pega …. mas nao sei qe isca qe pega la normalmente eu levo pao.queijo.tripa de frango temperado com sal grosso.salsicha e racao com pinga se que precisa de algo mais para ter sucesso la ??

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