Pesqueiro Capituba – 03/10/09

Este final de semana fomos até São João da Boa Vista, interior de São Paulo, a convite do nosso amigo e colaborador Alex Pelozio e da simpática Teresinha, proprietária do local. O tempo não ajudou mas as Pirararas apareceram. 

 

Após diversos convites do meu amigo Alex, freqüentador assíduo do Capituba,  resolvemos arrumar as tralhas e pegar a estrada com destino ao pesqueiro. Fomos apenas em dois colunistas, eu (Kleber) e o Thiago Bueno, já que os amigos que iriam nos acompanhar tiveram imprevistos de última hora. 

No inicio da semana, muita chuva e frio atingiram todo o estado de São Paulo, mas como o tempo tinha melhorado nos últimos dois dias, seguimos viagem com esperança de uma boa pescaria.

O Alex chegou bem cedo ao pesqueiro e logo fisgou a primeira das muitas Pirararas que abocanhariam suas iscas neste dia. Esse exemplar não resistiu ao anel de lula, segundo o Alex uma das iscas que mais funciona no Capituba.

Após cerca de uma hora de estrada de Campinas até São João da Boa Vista, chegamos ao pesqueiro por volta das 9 horas. Iniciamos a montagem dos equipamentos pelas bóias torpedo e buscando os arremessos mais longos, onde ficam os peixes segundo Alex.

Não demorou dez minutos e nosso amigo já estava tirando um peixe forte, provavelmente uma boa Pirarara, quando outra de suas varas de fundo começou a envergar levemente. Fisguei para ele e iniciamos o dublê, mas ele teve sua linha estourada. Rapidamente passei a vara para que ele continuasse a briga com o outro peixe, que até então era uma incógnita porque o arremesso foi atrás das Piras, porém a briga era bem leve e não característica dessa espécie.

Ele trouxe rapidamente e a grata surpresa apareceu. Um exemplar bem pequeno de Pirarara, o primeiro resultado do minhocoçu do dia.

Mais cinco minutos e meu torpedo com minhocoçu afundou. Consegui chegar a tempo de fisgar e senti que o peixe estava garantido. Após uma boa briga e com algumas tomadas de linha, trouxe um belo Tambacu.

Como o lago é bem grande e os arremessos são feitos bem distantes, a briga com o peixe torna-se muito boa e melhora a pescaria.

Ficamos uma hora sem ações e o Alex aproveitou para nos contar das suas últimas pescarias no Capituba. Na semana anterior, ele foi duas vezes ao local e em ambos os dias fisgou na média de 5 Pirararas, praticamente todas na lula.

Tentávamos na isca predileta do nosso amigo, mas foi no minhocoçu que trouxemos que ele garantiu sua terceira ação do dia. Outra puxada boa e o tamanho dos exemplares das Pirararas começava a aumentar.

O sol brilhava forte, mas os grandes ventos atrapalhavam bastante a pescaria. Já tinha informações de que no Capituba a pesca com bóia cevadeira não costuma dar bons resultados, e com o tempo dessa maneira então a chance de sucesso era quase nula. Por isso nem tentei usar a técnica que mais gosto.

Exatamente uma hora após soltar a Pirarara, outra puxada firme na vara de nosso companheiro de São João nos fez perceber que a experiência no pesqueiro estava valendo muito. Dessa vez o peixe demorou mais pra se entregar e a briga foi prolongada. No final, o maior exemplar do dia rendeu-se ao pescador.

Pirarara de exatos 13 kg que logo em seguida retornou ao lago. Ato merecido pra esse valente e brigador peixe.

Fizemos então uma pausa para apreciar o belo almoço preparado pela Teresinha. Comida bem temperada e com um sabor delicioso.

Enquanto almoçavamos, deixamos os equipamentos na água e minha bóia torpedo não dava sossego, dando leves afundadas e retornando a superfície. Não parecia uma atitude de tamba, mas fiquei esperto e fui fisgar para tirar a dúvida. Descobri que as matrinxãs é que faziam a festa com o minhocoçu.

Voltei a almoçar e logo que retornamos para o lago fisguei mais dois exemplares desse peixe saltador.

Mudei a isca e os arremessos, pois não queria ficar perdendo minhocoçu com as famintas matrinxãs.

Por volta das 15 horas uma chuva muito forte começou e assim ficou durante o restante da nossa pescaria.

Em pequenos momentos ela dava uma trégua, mas logo voltava com toda força atrapalhando nossos objetivos.

O jeito foi começar a ajeitar os equipamentos e apesar de torcer muito para o tempo virar novamente, isso não ocorreu.

Eu e Alex ainda conseguimos um dublê de Pirararas, porém após algumas corridas os peixes conseguiram escapar. Foi a primeira e única ação que tive na salsicha.

Quando já estava escuro e eu tinha guardado tudo no carro, o Alex me chamou para acompanhar a última briga. Mais uma pequena Pirarara que não resistiu ao minhocoçu do sortudo pescador.

Retornamos então para nossa cidade, encarando a forte chuva, que não satisfeita em atrapalhar nossa pescaria, também quis marcar presença na viagem.

Ao chegar em Campinas, meu celular tocou e era o Alex com a notícia de que ainda fisgou outra Pirarara e um Tambacu de bom porte antes de ir embora. Realmente era o dia do nosso colaborador rsrs.

Gostaria de agradecer a Teresinha por confiar no nosso trabalho, pelo convite feito e pela ótima recepção de sempre com nossa equipe.

Imagens: Kleber Sanches e Thiago Bueno

Texto: Kleber Sanches

E-mail: kleber@loucosporpesca.com.br

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11 Comentarios to “Pesqueiro Capituba – 03/10/09”

  1. Edinho (bugrino) disse:

    Saiu bastante pirarara hein?! É, vento forte e chuva constante atrapalham a pescaria, não tem jeito!!!

    Dessa vez não deu pra eu ir mas na próxima estamos ai…

    Abraços!!!

  2. Thiago Bueno disse:

    é é… Eu nao fui pescar nao!?? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk po, os peixes nao quiseram nem dar uma leve mordiscada nas minhas varas…. ahahahahahahahahha
    e pra ferrar de vez, caiu o mundo no meio da tarde… p qm tava gripado, foi p fechar o dia com chave de ouro! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    faz parte!! :D

  3. Fred Grasmann disse:

    Boa quantidade de Piras pelo tempo ruim que deu pra ver que fez por lá pessoal. Não conheço esse pesqueiro mas vou experimentar assim que tiver um tempinho de folga. Boa opção de pesca, valeu abraços.

  4. Gustavo Siqueira disse:

    Pelo que vc falou e dá pra ver na foto o lago é bem grande mesmo. Eu gosto de açude grande assim, ai a briga fica boa com o bixo. Quanto tempo dá de Americana esse Capituba?

  5. Bruno Limeira disse:

    Não tem sensação melhor na pescaria do que ver a Pira tomando linha. Parabens pela matéria em mais um lugar novidade pros leitores.

  6. Sidnei Dórea disse:

    Apesar do mau tempo, vocês até que pegaram bastante peixes. Parabéns pela pescaria. O importante é a diversão!

  7. Diego disse:

    show galera belas piras alex, seja bem vindo ao loucos agora vc é mais um nesse grande bando de loucos por pesca bela pescaria

    abrass…

    Diego Oliveira ” Loucos Por Pesca “

  8. Fernando de Paiva disse:

    Que chuva hein, mas bom que antes dela sairam bons peixes isso que vale!!

    Parabéns a todos que foram !!!

    Abraços!!!

    Fernando de Paiva
    Equipe Loucos por Pesca

  9. Marcinho disse:

    heheeheh blz de pesca hein show
    e com chuva e td do jeito q gosto kkkkkkkk

    parabens pela pescaria

    abrassss

  10. Olá Pessoal da Pesca!
    É natural e desejavel para todos nós aqueles dias ensolarados e no máximo nublados p/praticarmos nossas pescarias.Falar no mal que as chuvas tem causado em várias partes do País, não é nunhuma novidade, certo? Alem dos transtôrnos, grandes, tem sido os prejuizos, concordam? Na verdade, o que vem ocorrendo, só podemos atribuir ao desrespeito do homem pela NATUREZA e ela por sua vêz, devolve igualmente como é tratada, ou melhor…MAU TRATADA… Porem sem desmerecer tais conseqüências e somente lamentar, tb é uma “curtição” pescar com chuva. Vcs podem me achar maluco, mais adorei ficar 45 minutos debaixo de uma enchurrada, que começo com uma garôa suave, se transformando num TEMPORAL, que nem deu tempo para recolher as tralhas de pesca, depois de ficar por umas treis horas, lavando o milho verde da isca, num pesqueiro (SANTA CECILIA) próximo da minha casa. Ele fica a uns 12 km, em S.José dos Pinhais-RM de Ctba´. É umas cavas de areia, onde alem de lambaris, carpas, bagres, carás, etc, tb tem minhas queridinhas “tilápias” e diga-se de passagem, são mto “ariscas”, mais qdo se fisga alguma, podem crêr: “Passa de quilo”. Apesar disto n/ter acontecido, voltemos á chuva. Somente deu tempo de abrir meu guarda-sol,segurando-o bem baixo, para não me “ensopar”, pois molhar-me,foi natural. Claro, de pescador e de louco, todo mundo tem um pouco, mais curti aqueles momentos, apreciando os “grossos” pingo de chuva cair nas águas da cava que estava pescando, parecia água fervendo. Daí, me veio a lembrança de meus tempos de moleque, que eu e a piazada de meu bairro, íamos nas chuvas torrenciais de verão, tomar banho no Rio Bariguí( hoje famoso parque aqui de Curitiba). Ficavamos ensopados, mais era uma curtição e é claro, evitávamos se existisse “raios”, certo? E isto não aconteceu hoje, portanto, tb curti enquanto fiquei aguardando o TEMPORAL, passar. Curti tb o fato de precisar andar “descalço”, pois num carreiro, havia muita lama e se usasse meu chinelo de dedo era tombo na certa. Outra lembrança dos tempos de piá. Aliás, naquele tempo, se usava um tenis somente para ir á escola, passear, ir na missa e eventos sociais, (quem os tinha), pois o normal era usar a antiga e famosa “Alpargata Roda”, calçado cuja sola era feita de corda sizal, ou então, um “tamanco” com solado de madeira.No mais, era tudo de pé no chão, dando topada, abrindo o “dedão” do pé, as vezes, os espinhos do mato, perfuravam o “casco”.Sim, a sola do pé, ficava assim. Outra curtição, era no inverno, nas manhãs geladas, pisar descalço no fino gelo que se formava, sem esquecer, de nas férias escolares de julho, voltar a tomar banho no Rio Barigui e para o corpo acostumar com o frio, nadar contra a correnteza. São tempos que ficaram na memória e deixaram saudades e como dizem os entendidos… RECORDAR É VIVER. Fico por aqui.Um abraço á todos. Marcão.

  11. Fernando Gambarotto disse:

    O melhor lugar e maiores peixes .. que jah vi .. esse lugar e demas. .. estamos devolta .. jaja !!

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