CLUBE PESCAR – LOUCA POR PESCA NA ÁREA!

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O Loucos por Pesca tem o prazer de apresentar nossos novos integrantes. Faltava uma presença feminina na equipe e a Raíssa Firmino chegou para fechar essa lacuna. Ela e seu pai realizaram uma excelente pescaria no Clube Pescar e nos conta como foi essa grande aventura, repleta de muitas Pirararas e grandes tambas!

 

 

 

Fala, amigos pescadores!

É com imenso prazer que escrevo minha primeira matéria para a admirável equipe “Loucos por Pesca” e, assim, passando um pouco das minhas experiências, espero contribuir nas pescarias que virão. E para começar, divido com vocês aquela que, para mim, foi a melhor pescaria que já fiz até hoje.

Depois de meses pesquisando, com o intuito de tirarmos 10 dias de descanso, eu e meu pai escolhemos Luziânia-GO como nosso destino. Embarcamos partindo do Aeroporto de Viracopos, tomados de uma ansiedade que só passaria quando chegássemos lá. E lá fomos nós!!!

Já tinha visto alguns posts sobre o bom atendimento do local, da quantidade exorbitante de peixes, da necessidade de relaxante muscular para aguentar a força e brutalidade dos moradores dali. Mas, sinceramente? Fui surpreendida por muito mais.

Ao chegarmos ao aeroporto de Brasília, um funcionário do pesqueiro já estava nos aguardando para fazer o translado (o que é uma facilidade muito grande para o pescador que está lotado de tralha). Foram mais 60 km de carro, uma parada para a compra de iscas já na cidade de Luziânia e, enfim, pude ver com meus olhos tudo aquilo que minha mente já imaginava. A pescaria foi realizada em novembro de 2017.

Chegamos ao Clube Pescar, área de belos espelhos d’água, terra vermelha feito fogo e um lago gigantesco, deslumbrante, de encher os olhos de qualquer pescador, conhecido carinhosamente como “o lagão” das Pirararas.

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Logo na entrada fomos muito bem recepcionados pelos funcionários dali e conduzidos para a suíte. Rapidamente nos ajeitamos e, em menos de meia hora, as varas já estavam na água. Enquanto meu pai montava o material pesado para as Pirararas, decidi dar minha primeira copada no lago menor: ração acquamil na cevadeira e furadinha no anzol. Impressionante, a primeira fisgada aconteceu com menos de um minuto: um bonito tamba veio nos dar boas-vindas e sorte para os próximos dias.

Tomá-lhe rabada!

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Alguns bons redondos apareceram!

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Daí para frente as ações não pararam mais. Os tambas estavam muito ativos, tanto na superfície quanto no fundo. Batiam na caída da miçanga, na furadinha, na salsicha, na goiabada, batiam em qualquer isca. Algo impressionante! Eu, com toda a minha experiência, nunca tinha visto algo parecido. No Clube, pesca-se apenas com uma vara, na mão. Você não dará conta se armar outras.

Diante de tantas brigas, decidimos anoitecer naquele lago mesmo (já que ficava na beira da suíte). Com o cair do sol, armamos as varas para as Pirararas com mortadela e salsicha e, com menos de 15 minutos de espera, a primeira delas já estava em nossos braços.

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Vai chamar sua avó, bisavó, mocinha!

Já por volta das 23 horas, apoitei um pão e fui colocar uma calça, já que os pernilongos não estavam dando trégua. Quando voltei, tive uma enorme surpresa: minha vara estava bebendo água, completamente flexionada. A briga começou e, na primeira arrancada, já pude me certificar que estava lutando com um super-herói. Não era dos maiores, mas, logo no primeiro dia, um “hulk” veio nos dar seu ar da graça.

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Já cansados da viagem e de um dia inteiro com muitas ações, fomos dormir por volta das 2 horas da manhã. Queríamos descansar porque, no dia seguinte, a pesca seria no “lagão”, atrás das gigantes Pirararas que habitam ali.

Acordamos, tomamos um delicioso café da manhã na beira da lagoa, juntamos a tralha pesada e subimos para o lago maior. Estávamos preocupados porque o volume de água estava muito baixo, há meses não chovia em Goiás. Será que isso influenciaria na alimentação do peixe, será que não teríamos o sucesso que esperávamos? Cercados de dúvidas, armamos as varas com salsicha, mortadela, cabeça de Tilápia, Tilápinha viva e fomos descansar nas redes. A resposta para nossas perguntas viria em menos de 20 minutos, quando a linha esticou, a carretilha cantou e meu pai gritou: “é piraaaaa”!

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E, a partir daí, não paramos mais. Foram inúmeras, incontáveis, de diferentes tamanhos.

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No cair da tarde, uma briga de impressionar: a maior Pirarara decidiu bater no material mais leve (molinete Daiwa e linha 0.60mm). Levou mais de 100 metros de linha, de um lado para o outro, com arrancadas de tirar o fôlego do pescador. Não foi fácil, foram 55 minutos de disputa, mas valeu a pena. Ali estava a gigante em nossos braços, toda perfeita e sem qualquer machucado.

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No dia seguinte, voltamos para o lagão. A quantidade de piras impressiona! Era uma atrás da outra.

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E na caída da noite, até um inesperado tamba pintou. E como brigou!

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O Clube Pescar proporciona momentos inesquecíveis como este: Dublêzinho!

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E quando o parceiro/fotógrafo está tirando outra gigante da água? Você faz selfie!

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Vejam se isso não parece história de pescador. No 3º dia de pesca, um pequeno Tambaqui estourou uma linha 0.70 mm e levou meu torpedo com ele. No 6º dia, fisguei uma bruta Pirarara no equipamento pesado e, pela pegada, parecia ter mais de 60 quilos. Só que não! A Pirarara trombou com aquele tamba do 3º dia, ambos os torpedos se enroscaram e eu trazia os dois peixes na minha linha!

Eu não pude ficar mais feliz: além de reencontrar o amigo perdido e livrá-lo do anzol, recuperei o equipamento e, de quebra, ganhei uma Pirarara master. Loucos, isso é Clube Pescar!

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Quando completamos 50 pirararas, decidimos voltar para o lago menor e tentar uma proeza que poucos conseguem ali: fisgar um tamba com mais de 35 quilos. Fato é que pescador de verdade tem que insistir, não desistir.

Meu pai e eu tentávamos de todas as formas, com todas as iscas, utilizando todas as técnicas que conhecíamos, até que fomos presenteados por uma prancha e uma legítima panela!

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No último dia de pesca, ainda consegui capturar um Tambaqui dos mais verdões e meu pai, um Tambacu de ótimo porte, daqueles “brancões”, para moer o braço do pescador.

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E assim terminamos essa experiência incrível, que deixou saudade no coração e a certeza de que em breve voltaremos. Recomendamos o Clube Pescar pela quantidade de gigantes, pelo tamanho dos lagos, impressionante número de ações e pela hospitalidade de todos os funcionários. Ficam os nossos agradecimentos ao Cássio (proprietário) e à toda equipe.

Quem quiser lembranças para guardar para o resto da vida e realizar sonhos, vá ao Clube Pescar. Nota 10000000000000!

Me sinto muito lisonjeada por estar aqui com vocês! Até a próxima aventura!

Forte abraço, Loucos!

Imagens: Raíssa Firmino e Wanderlei Firmino

Texto: Raíssa Firmino

Clube Pescar

www.clubepescar.com

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