PESQUEIRO MATSUMURA – PANELAS! 23/11/16

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O Loucos por Pesca foi conhecer o Matsumura, pesqueiro bem antigo e tradicional de São Paulo, entretanto uma novidade para nós. A pescaria não foi fácil, porém insistimos bastante e fomos premiados com gigantes Tambacus. Pescaria de panelas com nossos parceiros “As Matadeiras” e Equipe Peganada!

 

 

 

Olá amigos do Loucos!

Faz muito tempo que eu tinha vontade de ir conhecer o Pesqueiro Matsumura, localizado na capital paulista, próximo de Interlagos.

Após muito ensaiar e acabar indo em outros pesqueiros, resolvi que tinha chegado a hora de arriscar. Conversei com alguns pescadores, frequentadores assíduos do local, para pegar algumas dicas e nos jogamos na estrada.

Saímos de Campinas as 05 horas, seguindo pela Rodovia dos Bandeirantes até São Paulo, onde deixamos o restante do trajeto na “mão” do Waze. Ele nos guiou pela Marginal, Av. Interlagos, até chegarmos em Parelheiros e aos poucos fomos costurando as estradinhas de terra até adentrarmos no famoso e tradicional Pesqueiro Matsumura.

Chegamos por lá as 7 horas e 30 minutos, muito mais pelo movimento em São Paulo do que pela distância, já que o trajeto foi de 150 km.

Eu (Kleber Sanches) e o Gilmar Dechen, descarregamos nossas tralhas do carro e, com o auxílio de uma carriola, nos dirigimos até uma das margens, onde nossos amigos Claudionor Rossi e Vinicius Beliziario nos aguardavam.

Além de amigos, eles são nossos parceiros, pescadores da Equipe Peganada e fabricante das anteninhas “As Matadeiras”, que está conosco há vários anos no Loucos por Pesca.

Eu, Gilmar e Vinicius armamos uma vara cada com pão na superfície e começamos a cevar. O Claudionor, além da tradicional boia cevadeira, optou por um torpedo com minhocoçu.

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Alguns tambas começaram a subir manhosamente. Tivemos algumas puxadas, porém os peixes rapidamente largavam, não dando tempo de fisgarmos.

Após a captura de alguns peixes menores, o primeiro gigante foi fisgado pelo Claudionor no palminho. O peixe estourou a linha da carretilha e ficou cruzando a superfície do lago desesperadamente, de um lado para o outro, como se pedisse para ser resgatado. O pescador recuperou a boia e travou um longo duelo até conseguir colocar o gigante nos braços.

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Insistindo na antena, fui recompensado com dois tambas. A montagem era uma cevadeira Robusta (copo preto) da JR PESCA, chicote de 3 metros de linha mono 0,50 mm, boinha e anteninha “As Matadeiras” com evas beges e miçanga sorocaba.

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O primeiro nem afundou a boinha, só abocanhou a antena, sem fazer nenhum alarde. Mandei a pancada na boca do bicho e travei uma boa briga até ele se render. Um peixe de bom porte para começar meu dia.

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O segundo não explodiu, porém afundou a boinha. A montagem foi exatamente a mesma, pois time que está ganhando não se mexe. Outro bonito Tambacu se rendeu aos braços do pescador em meio a uma chuva bem forte.

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Peixe bem largo, apesar de não ser dos maiores.

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A partir do início da tarde, os peixes começaram a comer um pouco melhor.

O tempo ficou completamente instável e várias mudanças bruscas aconteceram. Primeiro caiu uma chuva bem forte, depois, quando parecia que não ia mais parar de cair na água, abriu sol. Minutos depois o tempo fechou novamente e outra chuva atingiu o pesqueiro.

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O Vinicius resolveu diminuir o chicote da cevadeira e não usou boinha guia. Utilizando o esquema “manhosinho”, novidade do parceiro “As Matadeiras”, engatou uma encrenca! No início, já que não conhecíamos a característica dos peixes do Matsumura, não deu pra ter certeza do tamanho do bicho, mas aos poucos ele viu que tinha algo grande na ponta da linha. Muitas rebojadas depois, um baguázão, de cores maravilhosas, entrou no passaguá e trouxe novas esperanças na pescaria.

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Peixe lindo, mais claro e amarelão!

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Manhosinho “As Matadeiras” na boca do monstro!

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Peixe muito gordo!

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O clima melhorou totalmente e passamos a acreditar que poderíamos capturar grandes peixes naquele restante de dia. O Claudionor pegou um peixe de uns 12 kg em seguida, porém não registramos, já que a busca era por peixes maiores.

Em instantes, outro peixe engatado pelo Claudionor e dessa vez um tomador insano de linha. O parceiro olhava pra minha cara e assustado dizia que pra levar linha daquele jeito na Curado travada tinha que ser peixe grande! E ele estava certo! Enquanto a briga, que foi demorada, se desenrolava, vi meu pão levar um bote seco e parti para o dublê. O peixe insistiu em brigar perto da margem lateral, onde tinham vários pescadores com torpedo, então tive que ir até lá para não enroscar. O Claudionor finalmente consegue tirar seu peixe, mais uma panela no manhosinho by “As Matadeiras”.

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Gigante do Matsumura!

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Meu peixe não queria se entregar de jeito algum, eram longas tomadas de linha a todo instante, até que o Gilmar conseguiu colocá-lo no passaguá. Já tinha me trocado para ir embora, porém não tive dúvidas e mandei o bicho pro peito!

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Peixe largo, como sempre, no Pesqueiro Matsumura.

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Restava pouco tempo de pescaria e o Gilmar já estava bem cabreiro de não ter conseguido capturar nenhum peixe considerável. Decidimos abandonar as antenas e apostamos no manhosinho! Decisão correta, porém um pouco tardia. Ele, com evas pretos e miçanga sorocaba, logo tem uma puxada forte e finalmente vem o gosto de fisgar um tamba! Era um bonito peixe, bem pretão e gordo!

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Alívio para o pescador!

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Foi questão dele arremessar de novo e em instantes já tinha outro engatado! Dessa vez eu também tive uma pegada bruta no manhosinho, montagem de evas claros, formando o dublê.

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Como meu peixe era de pequeno porte, um tambinha de uns 8 kg, o soltei no alicate mesmo. Logo o tamba do Gilmar encostou e veio para fechar nossa pescaria no Matsumura. Um exemplar muito gordo!

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O dia não foi dos mais fáceis, porém deu para perceber o potencial do Pesqueiro Matsumura. Apesar de manhosos, os peixes estavam comendo e foi questão de achar o jeito para capturarmos gigantescos tambas.

Algo que me chamou a atenção foi o cuidado que eles têm com os peixes, sendo que ao redor do lago todo há tapetes de eva e você pode retirar passaguá na entrada, daqueles com malha fina, que não machucam os peixes e preservam sua anteninha. Também não é permitido tirar fotos em pé com os peixes para evitar grandes quedas.

Agradecimentos a todos do Pesqueiro Matsumura, principalmente aos funcionários que nos serviram muito bem na beira do lago.

Abraços a todos e VAMOS PESCAR!!!

Imagens: Kleber Sanches, Gilmar Dechen, Vinicius Beliziário e Claudionor Rossi

Texto: Kleber Sanches

Pesqueiro Matsumura

Rua Yoshio Matsumura, 452 – 18 Km do Autódromo de Interlagos

TEL: ( 11 ) 5974-2504 / 5974-2225

www.pesqueiromatsumura.com

AGRADECIMENTOS

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

King Brasil – www.kingbrasil.com.br

As Matadeiras – www.facebook.com/asmatadeiras

JRPESCA – www.jrpesca.com.br

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraiba.com.br

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