LOUCOS E LUANA PIGATTO NA FLÓRIDA!

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Mais uma vez explorando o Estado da Flórida, nos Estados Unidos, Rodolfo Lenzi e Umberto Jacobs agora decidiram encarar os mangues e a água salgada para ir atrás de novidades. A pescaria se resumiu em uma palavra: surpresa! Os pescadores puderam experimentar um pouco de tudo que o local pode oferecer.

 

 

 

Olá amigos.

Viagem marcada para Miami e, como de costume, não poderia faltar uma pescaria. Lembrei que havia visto nas redes sociais umas fotos muito bacanas de uma pescaria por aquelas bandas. Elas foram postadas pelo amigo Tiago Papan e foi dele que tirei as informações para chegar até a Luana Pigatto. A Luana dispensa maiores apresentações. É pescadora de mão cheia, uma excelente apresentadora e, agora, também uma alucinante (quem já assistiu aos seus programas vai entender) guia de pesca nos EUA.

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UMA CAIXINHA DE SURPRESAS CHAMADA CHOKOLOSKEE

Nossa pescaria se deu na região de Chokoloskee, na porção sudoeste da Flórida, no Golfo do México e onde estão situadas as 10.000 ilhas. Isso mesmo, o local é um labirinto de ilhas e somente guias experientes ou moradores locais se aventuram por aquelas águas. Trata-se de uma região intensamente preservada e que mantem suas características naturais.

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PESCARIA: DE ONDE SAEM AS SURPRESAS

É possível se pescar nos mangues e em volta das ilhas, abrigando-se dos ventos. Nessa área, em razão de sua pouca profundidade, a pescaria é mais de quantidade do que tamanho dos peixes. Pescar na maré correta fará toda diferença.

Demos sorte e nossa pescaria pôde ser iniciada já em mar aberto. Saímos direto do píer, navegando por algum tempo, até não se enxergar mais nenhuma estrutura de manguezais. Apesar de mar aberto, não havia muitas ondas. Aparentemente havíamos ancorado em lugar limpo, aberto. Mas Luana nos mostrou pelo sonar que em volta de nós estavam algumas estruturas artificiais, propositadamente inseridas pelo homem. A localização dessas estruturas não é visível fora d’água, poucas pessoas têm conhecimento de sua existência, o que se torna um diferencial entre os pescadores.

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Pescamos basicamente com camarões artificiais e jig heads. Varas um pouco mais longas, carretilhas de perfil baixo, linhas multifilamento de aproximadamente 40 lbs e um leader de fluorcarbono.

A técnica de trabalho era o “pindoco”, que consiste em deixar o jig head bater no fundo e vir trabalhando com toques de vara e recolhimento, imitando a ação de um camarão pulando e se movimentando junto ao fundo. A sensibilidade nessa pescaria é fator determinante para o sucesso. Se você não conseguir sentir o que sua isca está fazendo lá embaixo, fatalmente perderá a ação dos peixes e também tornará a isca menos atrativa.

Não demorou muito para nos acostumarmos com a técnica e logo uma Truta-do-Mar atacou a isca.

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Umberto fisga algo mais pesado. O peixe é bastante combativo e quando ele se aproxima da embarcação, uma mancha escura subitamente aparece, interessada em nosso pescado. Era um tubarão, muito comum naquelas águas.

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Luana orientou Umberto a abrir o carretel da carretilha para que o peixe conseguisse nadar e se afastasse do tubarão. Caso contrário ele seria uma presa fácil.

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A manobra foi um sucesso e conseguimos embarcar um lindo Beijupirá (ou Coiba como é conhecido por lá).

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Continuamos a pescaria e mais uma vez o Umberto teve uma ação. Fisgada certeira e parece que o bicho estacionou no fundo. Não havia meio de puxá-lo e aos poucos ele foi nadando e tirando linha da carretilha. Não permitia que nenhum metro fosse recuperado pelo pescador.

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A briga foi se arrastando e não tínhamos ideia do que seria.

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Luana colocou suas fichas em uma Arraia. O guia Eduardo disse que seria um Tubarão.

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Os minutos foram se passando e depois de quase meia hora de disputa, nem sinal do bicho. Tivemos que revezar na briga com o bitelo, pois a força exercida para tentar trazê-lo era esgotante. Depois de mais de uma hora de cabo de guerra, conseguimos avistar um enorme vulto escuro. O guia Eduardo estava correto. Era um gigantesco Tubarão Cabeça Chata.

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Todos no barco estavam desacreditados. Ele tinha facilmente mais de dois metros e era muito largo, parrudo. Luana disse que poucos desse tamanho já foram fisgados, ainda mais em um camarão com jig head de poucos centímetros. Conseguimos aproximá-lo da borda do barco, quando foi possível, inclusive, fazer algumas imagens subaquáticas.

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Depois disso, o leader simplesmente se rompeu e lá se foi o big shark.

Para nós já era uma conquista. Não conseguiríamos embarcá-lo de qualquer forma e assim foram preservadas as integridades físicas tanto do animal quanto dos pescadores. Brigar tanto tempo com um tubarão daquele porte, em um equipamento leve, por mais de uma hora e ainda conseguir fotografá-lo, era um presente da Flórida para os brasileiros.

Depois de recuperar as energias, voltamos a pindocar. Finalmente foi a minha vez. Pancada seca e vigorosa na vara. Rapidamente recolhi o que era possível de linha para tentar tirar o peixe das estruturas. Uma briga de gente grande denunciava outro bom peixe.

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O material, de novo, foi testado à exaustão, até que consigo trazer para o barco um colorido e valente Mero.

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Mudamos de ponto. Camarões na água e agora eu acerto um bonito Robalo.

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E mais outro a seguir.

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Havíamos guardado alguns peixes pequenos que fisgamos para usarmos de isca. Enquanto tirávamos um deles da água, outra mancha apareceu e ficou rondando o barco. Não era um Tubarão. Eduardo e Luana prepararam um material extra pesado, carretilha grande e um “senhor” circle hook. Disseram para soltar a linha na vertical e segurar firme que não demoraria. Dito e feito, em instantes o alarme da carretilha gritava, avisando que algo grande havia sido fisgado. Umberto segurou o equipamento e travou a briga com outro gigante.

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Após suar a camisa, conseguiu trazer à tona o grande Mero. Um peixe lindo e muito forte.

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Já em outro ponto, avistamos algumas enormes Barracudas desfilando pela superfície. Luana me emprestou uma isca típica para ela: era uma espécie de canudo de borracha, com duas garatéias e uma cor chamativa, a “Barracuda Rig”.

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Ela me alertou que bastava recolher a isca, mas com muita velocidade. Consegui fisgar algumas delas, mas sem êxito em embarcá-las. Esse peixe nada em um ritmo frenético e se lança para fora da água. Escapa com muita facilidade.

Paramos em um último ponto em mar aberto, para tentarmos outro Mero com o equipamento pesado e isca viva. Dessa vez levou alguns minutos, mas não muito. A carretilha novamente berrava por ajuda. Eu empunhei a vara, mas não havia mais o que fazer senão esperar o peixe parar de correr. Com a fricção totalmente travada, o peixe ignorava o equipamento e seguia seu rumo.

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A briga foi se arrastando, consegui recuperar significativos metros de linha. A batalha era contra algo de peso. Infelizmente a linha se rompeu antes que pudéssemos saber do que se tratava. Provavelmente outro grande Tubarão.

Em nosso retorno, fizemos uma última tentativa na área de mangue, mas a maré já estava muito seca e quase não tivemos ação. Sem problemas, nosso sorriso ainda estava estampado. Nossa pescaria tinha sido sensacional. Perdemos muitos outros peixes grandes e possivelmente alguns Robalos de respeito. Essa pescaria é incomparável. A qualquer momento você pode fisgar desde uma isca, até um Tubarão de metros ou um Mero de muitas arrobas.

Agradeço novamente à Luana pela oportunidade, ao guia Eduardo pela competência e ao Capitão Marcos Baldo, que infelizmente não pode pescar conosco desta vez, mas que nos buscou no hotel e nos ensinou muito sobre aquela pescaria no caminho.

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É isso aí.

Abraços e boas pinchadas.

Imagens: Rodolfo Lenzi e Umberto Jacobs

Texto: Rodolfo Lenzi

AGRADECIMENTOS

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