PALMAS – A CAPITAL DA PESCA ESPORTIVA!

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Nosso pescador, Umberto Jacobs, foi até a capital tocantinense atrás de novas aventuras. Ele já sabia do potencial da região, mas nunca tinha pinchado suas artificiais naquelas águas. O resultado foram muitos Tucunarés, Bicudas e Cachorras e o detalhe é que a pescaria não estava lá essas coisas ainda hein!

 

 

 

Olá pescadores.

Em janeiro de 2015, quando realizei uma pescaria em Barcelos–AM, fiz amizade com Raphael Sabbato, cuja história de vida pode ser resumida no fato de ele ter abandonado a vida agitada de São Paulo para se tornar guia de pesca em Palmas, capital do Tocantins. Depois de muitos convites, em novembro, decidi, finalmente, visitar o amigo e conhecer a operação de pesca que ele disponibiliza. O resultado não poderia ser melhor.

Data da pescaria: 25/11/2015 a 29/11/2015

A REGIÃO

Eu já conhecia o Tocantins. Em 2010 realizei pescaria memorável no afamado Lago do Peixe ou Lago Angical (http://loucosporpesca.com.br/?p=4351). Naquela ocasião, confirmei a fama daquele Estado de ser a casa do Tucunaré Azul.

O Lago Angical tem acesso mais complicado, são aproximadamente cinco horas de Palmas. Essa distância do aeroporto faz com que o pescador precise de mais tempo disponível na pescaria. Ao todo, somam-se dez horas de viagem (ida e volta), que poderiam ser aproveitadas de outra forma. Pescando, por exemplo.

Esse é um dos pontos fortes de Palmas. Os locais de pesca são muito próximos da cidade, sem falar no fator comodidade e conforto. Durante a pescaria, hospeda-se na própria capital, que tem bons restaurantes, comércio e uma infinidade de outras facilidades que, geralmente, não fazem parte de uma viagem de pesca.

O esquema é o seguinte: o guia busca o pescador no aeroporto, leva para o hotel, busca no hotel e leva para pescar. As opções de pesca são: o Lago de Palmas, cujo objetivo principal é o Tucunaré Azul; e o próprio Rio Tocantins, cuja variedade de espécies abarca Bicudas, Cachorras, Tucunarés, Mantrinchãs e peixes de couro.

O acesso é tão bom que eu consegui viajar de Campinas na quarta-feira à noite, pesquei três dias e meio: quinta, sexta, sábado e domingo pela manhã. Para isso só precisei de dois dias de ausência do escritório, quinta e sexta. No domingo à noite já estava de volta em casa.

Além de tudo isso, o principal: a região tem um potencial tremendo para a pesca esportiva. A foto de satélite mostra o tamanho do lago abastecido pelo Rio Tocantins, que pode, também, ser pescado na parte de água corrente, abaixo da barragem. É peixe para todo lado.

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A ESTRUTURA

A pescaria é realizada nos chamados bass boats. A embarcação é larga, espaçosa, com assoalho carpetado, extremamente confortável. O motorzão garante velocidade de deslocamento e o casco avantajado permite que a viagem seja sempre estável. É um verdadeiro luxo.

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Palmas tem vários hotéis, para todos os gostos, e o Raphael sabe indicar o melhor para cada tipo de cliente. O deslocamento é feito no carro dele, de modo que o pescador fica sem preocupação.

O ideal é que se pesque, além do guia, uma dupla por barco. Ou, no máximo, três pescadores. Se o grupo for maior e não quiserem se espremer no barco, o Rapha tem outros colegas da região que atendem em conjunto, sem problema nenhum.

A PESCA

A pescaria da região, repito, é variada. Dá para pescar Tucunarés no Lago de Palmas; Cachorras e Bicudas no Rio Tocantins; ou, até mesmo, peixes de couro, também no rio.

Nossos três dias foram distribuídos da seguinte forma: os dois primeiros no lago, o terceiro no rio e a última manhã nos arredores da cidade, novamente no lago.

Cheguei no aeroporto de Palmas pouco antes da meia noite. O Rapha já estava me esperando no desembarque. Descansamos algumas horas e ao amanhecer já descíamos o barco na água, em rampa localizada a aproximadamente quarenta minutos da cidade.

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A paisagem do local é fantástica, água muito limpa e bastante calor. Do lago, avistam-se montanhas que dão um contraste diferente.

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O tempo estava bom. Sem vento, quente, as condições pareciam ser ideais para a pesca do Tucunaré.

Frente ao bom tempo, a pescaria foi iniciada com iscas de superfície. Depois de uma série de arremessos, o primeiro Tucunaré Azul apareceu.

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Alguns pinchos depois, foi capturado um pequeno Tucunaré Pitanga (Cichla Kelberi).

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Embora os peixes estivessem aparecendo, notou-se que a pesca não estava fácil. Os peixes estavam manhosos, perseguiam a isca, rebojavam, mas dificilmente entravam. Dava para perceber bastante movimentação no lago. De fato, lá tem bastante peixe. As ações, porém, não estavam da forma como esperávamos.

Depois de um longo intervalo sem ações, as iscas de superfície deram espaço para as de meia água e fundo. Não demorou muito e os peixes voltaram a aparecer.

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Paramos para almoçar. O Rapha preparou um churrasquinho primoroso às margens do lago. Aproveitamos para dar um mergulho, pois o calor estava intenso.

No período da tarde, as ações simplesmente cessaram. Todos os tipos de iscas foram utilizados, sem sucesso. Os peixes rebojavam na isca, perseguiam-na, mas nada de fisgar. O fato curioso é que as condições climáticas pareciam ideais, não tinha motivo aparente para o peixe estar com aquele comportamento.

No segundo dia de pesca, parecia que a coisa havia piorado. Durante o dia todo não ventou, não choveu, o sol bateu forte e o peixe estava simplesmente inerte. O lago espelhado, uma cena linda de se ver. Durante todo o dia, avistávamos muitos peixes, nadando tranquilamente. Arremessávamos as iscas em cima e eles simplesmente ignoravam.

Vimos muitos Tucunarés, cardumes de Mantrinchãs e uma série de outros peixes. Tentamos iscas de fundo, jigs, shads, praticamente tudo. O peixe simplesmente não queria comer.

Essa condição complicada se estendeu por todo o segundo dia de pesca. Até agora eu não sei o que pode ter havido. Falta de peixe não era, pois eles eram avistados por toda parte naquela água cristalina. Talvez alteração de pressão atmosférica, fase da lua, ou algo do gênero. Infelizmente, não tenho conhecimento suficiente para diagnosticar a causa daquela inércia.

Em compensação, o dia terminou com cenários dignos de quadros. Uma paisagem simplesmente formidável.

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O dia seguinte foi dedicado à pesca no Rio Tocantins, abaixo da barragem. O comportamento dos peixes estava semelhante ao do dia anterior. Ainda assim, conseguimos capturar alguns exemplares.

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Como o peixe estava manhoso também no rio, decidimos voltar no final de tarde para Palmas e tentar os Tucunarés dos arredores da cidade.

Descemos o barco na rampa da cidade e em aproximadamente cinco minutos de navegação já dávamos os primeiros pinchos. Como ventava um pouco, optei por iscas de meia água. Antes do décimo arremesso entrou um Tucunaré de bom porte.

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A pesca naquela região, encostada no perímetro urbano de Palmas, por incrível que pareça, estava bem melhor que nos locais mais afastados. Entre um ponto e outro, mais tucunas foram aparecendo.

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Conseguimos até um dublê.

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Aquelas poucas horas de pesca no final da tarde foram suficientes para comprovar o potencial da região. A atividade dos peixes, que estava quase nula nos dias passados, mudou completamente.

Foi uma pena que tivemos que encerrar a pescaria às pressas, pois uma chuva torrencial vinha se aproximando. Nem deu tempo de subir o barco na rampa e o temporal lavou tudo, inclusive os pescadores.

O dia seguinte, último dia de pesca, amanheceu ensolarado. Tínhamos cerca de duas horas para dar os últimos pinchos, pois meu voo estava marcado para as 14h30. Navegamos por cerca de dez minutos e logo nos primeiros arremessos já se notava a mudança no comportamento dos peixes. Era possível avistar peixe batendo por todos os lados. Não demorou muito e o primeiro apareceu.

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Alguns minutos depois, foi possível avistar um Tucunaré caçando na superfície. Feito o arremesso na direção dos rebojos, o ataque foi certeiro na zig-zarinha. Foi embarcado o bonito azulão.

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O tempo passou voando naquela manhã. Tivemos mais uma série de ações, inclusive uma pequena Bicuda apareceu para atestar a variedade de peixes do local.

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Para não perder meu voo de volta, tivemos que encerrar a pescaria. Confesso que fiquei com dor no coração por deixar aquele local que estava literalmente infestado de peixes em plena atividade. Era possível ver cardumes nadando, muitos peixes perseguindo nossas iscas, forrageiros fugindo de predadores, uma verdadeira festa.

A navegação de volta à rampa foi feita paralelamente à cidade, uma paisagem interessante.

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Almoçamos em um restaurante muito bom, cheguei ao aeroporto com tranquilidade e antes das 20h00 do domingo já estava em casa.

UM POUCO DA HISTÓRIA DE RAPHAEL SABBATO E SUA OPERAÇÃO

Como dito no início, o Raphael, natural de Avaré–SP, vivia e trabalhava em São Paulo, capital. Tinha a vida agitada (que eu conheço bem) de todos que trabalham em escritórios de advocacia, mas sempre foi aficionado pela pesca esportiva.

Todo e qualquer pescador esportivo que trabalha com outas atividades que não envolvem a pesca em si, com certeza absoluta, já tiveram essa vontade de “jogar tudo para o alto”. Pois é, ele fez isso. Deixou aquela vida de cidade grande e apostou no seu sonho de ser guia de pesca. Escolheu a região de Palmas, pois já a conhecia e sabia de seu potencial.

O resultado foi fantástico!

A operação de pesca que ele instrumentalizou é muito confortável, dinâmica e produtiva. Não é porque é meu amigo, mas, de fato, me senti muito bem atendido. Desde a pontualidade, até a prestatividade durante a pesca, o Rapha deu show. Mostrou profissionalismo no que faz e, o mais importante, mostrou que sabe como dar respaldo ao cliente, pois também é um pescador apaixonado.

Eu indico, de olhos fechados, sua operação de pesca para todos aqueles que quiserem ir conhecer aquela fantástica região. É só entrar em contato que, com certeza, não se arrependerão: www.raphaelpescaesportiva.com.br

A seguir, algumas fotos que mostram como é o dia a dia da pescaria na região.

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CONCLUSÃO

Com certeza, há muito o que conhecer naquela região. O lago é imenso e há muitos pontos inexplorados. O rio, por sua vez, oscila muito entre cheias e secas, isso faz com que o comportamento dos peixes nunca possa ser previsto com exatidão.

Ainda quero testar a pescaria de peixes de couro também, que parece ser promissora.

Portanto, quero – e vou – voltar naquela região sempre que puder. Primeiro, porque o acesso é fácil e rápido. Segundo, porque vale a pena.

Um abraço e até a próxima.

TRALHAS

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Tucunaré/Bicudas

– Vara Marine Sports Liger 5’4, 15lb + Shimano Antares DC7LV + Powerpro 20lb + Leader MS Vexter 0,40mm

– Vara Daiwa Procyon 6’0, 17lb + Shimano Chronarch CI4+ 151 HG + Power Pro 20lb + Leader MS Vexter 0,40mm

Cachorras

– Vara Shimano Crucial 6’6, 25lb + Shimano Calcutta Conquest 201 + Powerpro 30lb + Leader YGK 60lb.

– Vara Marine Sports Venator 6’0, 25lb + Shimano Metanium XG + Power Pro 65lb + Leader YGK 60lb.

Peixes de couro

– Vara Intergreen Ônix, 6’6, 40lb + Abu Garcia 6601C + Power Pro 80lb + Leader (80 mts) Super Raiglon Fluoro Coated 0,80mm.

Raphael Fishing Guide (guia de pesca) 

www.raphaelpescaesportiva.com.br

Tel: (63) 9993-3164

AGRADECIMENTOS

Loja Corricos – www.corricos.com.br

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

King Brasil – www.kingbrasil.com.br

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

As Matadeiras – www.facebook.com/asmatadeiras

JRPESCA – www.jrpesca.com

 

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1 Comentario to “PALMAS – A CAPITAL DA PESCA ESPORTIVA!”

  1. Cristiane disse:

    Prezados,

    Vcs tem pacote para Dezembro/2016?

    Seria meu esposo e meu filho 17 anos.

    Grata
    Cristiane.

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