BLACK BASS NOS EVERGLADES! ESTADOS UNIDOS

BLACKBASS26

Nossos pescadores esportivos Rodolfo Lenzi e Umberto Jacobs foram até os Estados Unidos e encararam uma excelente pescaria de Black Bass, um peixe muito valorizado naquele país. Foram dezenas de exemplares capturados em meio aos Alligators, animal símbolo dos Everglades.

 

 

 

Olá amigos!

Quando pesquei Tucunaré em Miami, ano passado, o guia Steve McDonald me cutucou: “você tem que vir pescar Bass nos Everglades!” Sugestão atendida. Mais uma vez naquela região, marcamos uma pescaria atrás do mais famoso peixe daquelas bandas, o Black Bass.

EVERGLADES

Os Everglades são formados por uma extensa área pantanosa, localizada no sul do Estado da Flórida. A água, que já fluiu livremente do rio Kissimmee até o lago Okeechobee, atualmente forma esse conjunto de águas rasas que cobrem quase 11.000 mil milhas quadradas (aproximadamente 28.500,00 km²), em meio a mosaico de lagos e pântanos.

Com o apoio de muitos conservacionistas, cientistas e outros defensores, o Parque Nacional de Everglades foi criado em 1.947 para preservar a paisagem natural e evitar uma maior degradação de suas terras, plantas e animais.

Os Everglades e seus pântanos densos, mangues e rica fauna fazem parte da história e cultura não só americana, mas do mundo todo. Quem nunca assistiu a filmes, documentários ou séries que documentavam uma gigantesca quantidade de enormes Alligators (Jacarés), criando suspense, clima de aventura e semeando o medo entre os telespectadores?

A verdade é que a televisão sempre priorizou revelar o maior dos animais dos Everglades, em razão de suas características de imponência e imagem pré-histórica. Porém, o que poucas pessoas sabem é que esse bioma abriga outra majestade, o imperador da pesca norte-americana: o Black Bass!

PESCARIA NO CANAL

Depois de ter se tornado amigo do guia, combinar a pescaria foi mais fácil. Com pouca antecedência, contatei o Steve e avisei que visitaria Miami. Em poucos instantes nossa pescaria já estava marcada.

Dessa vez eu teria companhia no barco, meu amigo Umberto Jacobs também estava nessa. Chegamos em Miami à noite e às 5h00 da manhã do dia seguinte já estávamos acordados e preparados para ir pescar. Nos encontramos com o Steve no “Everglades Holiday Park”. Uma breve parada para comprar bebidas e seguimos em frente.

BLACKBASS01

Seguimos Steve por mais uns vinte minutos em uma rodovia secundária. Em seguida entramos em uma pequena estrada pavimentada, que acompanhava, paralelamente, um canal de águas escuras.

BLACKBASS02

Chegamos a um local com estacionamento, deixamos nosso carro e agora era o Steve que nos levava até o destino final. No caminho, muita risada e descontração com esse gringo que é uma figura.

Steve parou a caminhonete e, em um local aparentemente escondido entre a vegetação, ele apontou para a rampa de desembarque. O local da pescaria seria um canal, que é limitado por duas barragens de estação de captação de água. Não era muito largo, contudo, extremamente extenso.

BLACKBASS02a

Era um ponto muito tranquilo, sem pescadores. A única movimentação que avistamos foram de alguns veículos que estavam atrás de caça nos arredores.

Ao invés dos emaranhados de lagos e labirintos de mangues, pescaríamos em um canal de dimensões geométricas, tendo em suas laterais vegetação de pequeno porte, plantas aquáticas e muita pedra.

MAIS DE UMA CENTENA DE BASS

O guia nos ofereceu um equipamento leve, composto por varas de ação rápida, carretilhas e linha multifilamento. As iscas utilizadas foram em sua grande maioria as softs, mas também utilizamos alguns plugs de superfície como poppers.

DCIM100GOPRO

Não demorou muito para termos alguma ação. Mas foi preciso perder uma meia dúzia de peixes para nos acostumarmos com a pegada do Bass e o momento correto da fisgada com as iscas de silicone.

BLACKBASS04a

Aos poucos os peixes foram aparecendo. Pequenos valentes engoliam as curvilíneas iscas que os seduziam.

BLACKBASS04

Em pouco tempo pudemos concluir que os peixes estavam em todos os lugares. Em determinado momento, todo arremesso bem executado, próximo às estruturas, rendia um briguento verdinho.

BLACKBASS05

Em razão do forte esverdeado de seu corpo, aliado à tonalidade escura da água, eles se camuflavam entre as vegetações. Mas, uma vez que avistavam a isca, perdiam a timidez e partiam desvairados atrás dela. Era possível avistar o Bass se aproximar e abocanhar o anzol. Não raras vezes o próprio guia narrava a aproximação e determinava a hora da fisgada: “got him!” (pegou ele!).

BLACKBASS06

BLACKBASS07

O Black Bass, nessas circunstâncias, é um peixe verdadeiramente agressivo. Nenhuma de suas investidas eram desperdiçadas. Suas corridas eram vigorosas e tínhamos a certeza de que ele perseguia a isca com o intuito de se alimentar. Não existe essa de “peixe manhoso”.

BLACKBASS08

BLACKBASS09

BLACKBASS10

Entretanto, na pesca com isca de silicone, em razão do uso de um único anzol, cuja ponta fica enterrada dentro da isca, a fisgada não é instantânea ao bote do peixe, como acontece na pesca de plugs com garatéias. É necessária uma certa dose de paciência e mais outra de sensibilidade, para possibilitar que o peixe acomode corretamente a isca em sua boca, e aí, então, travar a fisgada.

Era muita ação, muito peixe. Inacreditável!

BLACKBASS11

BLACKBASS12

Foi difícil até de contabilizar, tamanha era a velocidade de capturas e solturas. Sem dúvida foram mais de cem Blacks capturados.

BLACKBASS13

BLACKBASS14

Isso nos possibilitou testar diversas iscas, umas que trabalhavam na superfície, outras que nadavam como twitch-baits, além das famosas e consagradas worms (minhocas).

BLACKBASS15

BLACKBASS16

Como não poderia deixar de testar, os poppers causaram muita irritação aos Basses e renderam alguns belos ataques na superfície.

BLACKBASS17

BLACKBASS18

Com uma maior afinidade entre pescador, equipamento e técnica, começamos a obter capturas mais expressivas, com Basses de maior porte.

BLACKBASS19

BLACKBASS20

Os peixes eram realmente lindos e proporcionavam uma briga à altura.

BLACKBASS21

BLACKBASS22

Estávamos em uma temporada de tempo quente. Segundo informações do guia, curiosamente, os maiores Basses são capturados no frio. Com o calor, os menores se aproveitam para comer tudo que podem e por isso são os mais capturados.

BLACKBASS23

BLACKBASS24

Algumas outras espécies de ciclídeos também habitam aquelas águas, juntamente com alguns das famílias dos Gars.

BLACKBASS25

BLACKBASS26

BLACKBASS27

A posição do sol anunciava o final da tarde, quando nos demos conta que o dia havia voado e pudemos perceber que a barragem que poria fim à nossa pescaria, estava próxima. Mais alguns peixes fisgados e chegamos ao final.

BLACKBASS28

BLACKBASS29

BLACKBASS30

BLACKBASS31

BLACKBASS32

O retorno é sempre emocionante, com o Steve rasgando aquelas águas com seu motor com mais de 200 hp de potência.

DCIM106GOPRO

DICAS

– Não tente pescar sozinho ou sem ajuda profissional nos Everglades. A área é gigantesca e muito perigosa;

– No verão as capturas são mais numerosas, mas se quer um grande Black Bass, agende para o inverno;

– Sensibilidade é muito importante para se pegar um Bass. É necessário sentir e aguardar que o peixe esteja com a isca totalmente em sua boca.

BLACKBASS34

Agradecimentos, novamente, a esse excelente guia e ótimo parceiro de pescaria.

Abraços a todos e boas fisgadas!

Imagens: Rodolfo Lenzi e Umberto Jacobs

Texto: Rodolfo Lenzi

Guia Steve McDonald Jr.

www.bassmasterguideservice.com

www.facebook.com/SteveMcDonaldJr

AGRADECIMENTOS

Loja Corricos – www.corricos.com.br

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

King Brasil – www.kingbrasil.com.br

Você pode deixar um comentário, ou fazer um trackback para o seu site.

1 Comentario to “BLACK BASS NOS EVERGLADES! ESTADOS UNIDOS”

  1. Julio disse:

    Rodolfo, excelente pescaria cara! Fiquei admirado com a quantidade e quero realizar a mesma façanha. Curiosidade: Quatro custou um dia desse de pesca? Abraço

Deixe um comentario