ARAGUAIA, A CASA DOS GIGANTES DE COURO!

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Uma excelente pescaria da Equipe Loucos por Pesca no formoso Rio Araguaia. Fomos até Luciara-MT, em uma verdadeira aventura por terra, céu e água, atrás das cobiçadas Piraíbas, e elas não nos decepcionaram. Gigantescas Pirararas também marcaram presença. Assista momentos eletrizantes na TV LOUCOS 37!

 

 

 

Olá amigos!

Sempre tive vontade de explorar o afamado Rio Araguaia. Era um rio que ainda não conhecia, mas que estava na lista de intenções próximas. Depois de ficar – por inúmeras vezes – hipnotizado pelas fotos de grandes Piraíbas, as lombrigas atiçaram e a data foi marcada (6 a 10 de outubro de 2014). O destino escolhido foi o município de Luciara-MT, cidadezinha ribeirinha situada em um ponto muito piscoso do rio Araguaia. Nesta jornada meu parceiro de pescaria foi o Kleber Sanches. Acompanhávamos também o casal de amigos Fernando e Simara, veteranos do local e responsáveis por nossa logística, membros da Equipe Só Pirarara.

UMA JORNADA

Que teve início no aeroporto internacional de Viracopos, em Campinas-SP, com voo direto para a capital goiana. De lá, pouco mais de 500 quilômetros enfrentados pelas rodovias estaduais, muito bem conservadas, por sinal. Ao final do dia finalmente estávamos à beira do riozão, no famoso porto de Luiz Alves-GO. Vamos pescar? Ainda não!

Nossa empreitada, acreditem, estava somente em sua metade. Em Luiz Alves, conhecemos nosso guia, o Nica. Logo de manhã embarcamos em sua canoa e o motor 40hp nos empurrou rio abaixo, por cerca de 7 horas de viagem ininterruptas e debaixo de um sol escaldante.

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É uma viagem relativamente perigosa. O rio é formado por extensas praias e bancos de areia que se formam em seu leito. Guias inexperientes e desavisados podem colocar em risco uma pescaria que sequer começou. Todo cuidado é pouco, já que o barco pode encalhar em alta velocidade que, em média, é de 50 km/h.

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Enfim, no meio da tarde, nossa voadeira tocava as ruinas do porto de Luciara. Rogério, responsável pela pousada em que ficaríamos, nos recepcionou alegremente e nos ofereceu um reforçado almoço. Agora sim, só falta pescar.

O FRONDOSO RIO ARAGUAIA

Conhecido e famoso em todo território nacional e até mesmo internacional. Já foi tema, inclusive, de novela na maior emissora de televisão do país. Nasce no Estado de Goiás, próximo ao Parque Nacional das Emas e vai desaguar no rio Tocantins, já na divisa entre os Estados do Tocantins, Maranhão e Pará. São mais de 2.000 quilômetros de extensão.

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O seu curso hídrico se constitui em fronteira natural entre alguns Estados da Federação. Abriga a maior ilha fluvial do mundo, a “Ilha do Bananal”, com área de mais de 20 mil Km², habitada por interessantes tribos indígenas.

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Nas estações secas, surgem as tão faladas praias de areia branca por todo o rio, contrastando com sua exuberante fauna e encantador por do sol, formando paisagens dignas de cartão postal.

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O rio é rico e abundante em vida animal. Além dos peixes e botos, uma infinidade de aves pode ser avistada, dentre elas o símbolo do Pantanal, o Tuiuiu. Não podemos esquecer também dos enormes jacarés e os numerosos tracajás.

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MISSÃO PIRAÍBA

Nosso objetivo primordial era fisgar a valente Piraíba (Brachyplathystoma filamentosum), peixe de couro e um dos maiores bagres de água doce do mundo. Habita a bacia do Tocantins/Araguaia e Amazonas, além dos rios do Suriname.

Seu nome, em tupi, significa “peixe ruim”, formado pela junção de pirá (peixe) e aíba (ruim). Os indígenas não são grandes apreciadores de sua carne, pois acreditam que faz mal e transmite doenças, daí o motivo de seu nome. Além disso, as vísceras e músculos do corpo costumam ficar repletos de parasitas, dentre eles o temido Candiru.

Ultrapassa, com certa facilidade, os 2 metros de comprimento e 100 kg de peso. Possui corpo roliço, cabeça deprimida, com olhos pretos, pequenos e situados no seu topo. Seus barbilhões maxilares são muito longos. Apresentam o corpo de coloração acinzentada em seu dorso, com a porção inferior (ventre) claro.

Para maximizar as possibilidades de sua captura, alguns detalhes foram cuidadosamente planejados:

a) o guia, foi procurado por ser extremamente experiente e especialista na captura dessa briguenta;

b) o local, com pouca pressão de pesca e livre da ação dos insistentes botos famintos;

c) o equipamento, a qualidade e adequação do conjunto são essenciais para que a briga tenha um desfecho feliz, tanto para o pescador quanto para o peixe.

Nosso tempo útil de pescaria foi dedicado quase que exclusivamente à Piraíba. Somente desviávamos o caminho para fisgar algumas iscas, o que não costuma levar muito tempo. Dentre elas: Bicuda, Cachorra, Palmito, Candiru, Corvina, etc.

Nos concentrávamos nos pontos de maior probabilidade de ocorrência do peixe. Tem-se conhecimento, pela experiência local fornecida pelo guia, que a Piraíba é um peixe territorialista e não migratório. A chave do sucesso consiste em deixar a isca nos pontos de passagem que o peixe se utiliza para buscar seus alimentos e ter muita, mas muita, paciência!

ISCAS NA ÁGUA

Ainda não. Antes de mais nada, vamos pescar nossas iscas! Com artificiais, saímos atrás das iscas que usaríamos, arremessando em locais mais rasos, por onde a água escorria, nos entornos dos bancos de areia. As de superfície atraiam com efetividade as Bicudas, que eram mais difíceis de fisgar. Esses torpedos de água doce cruzam a água em velocidade impressionante. As iscas de meia água traziam grande variedade de capturas, especialmente as Cachorras, Douradas e Corvinas.

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Também utilizamos pequenos pedaços de peixes e capturamos Candirus e Barbados.

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Munidos de nosso arsenal de engodo, era a hora de tentar a sorte. A pescaria de Piraíba é feita essencialmente nos canais do rio. Nos pontos indicados pelo guia soltávamos as iscas e o barco subia o rio por cerca de 200 metros, até o ponto onde ficaria apoitado.

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Feito isso, só nos resta relaxar, bater papo e, obviamente, exercitar a paciência.

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O primeiro peixe que saiu daquelas águas foi uma bonita Piraíba, fisgada pelo casal Fernando e Simara.

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Logo avistamos eles brigando com a segunda Piraíba. Isso tudo já na primeira manhã de pesca.

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Paramos para ajudá-los, aproveitamos para sair nas fotos e conhecermos a rainha do Araguaia.

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Já que estávamos por ali, o guia escolheu um ponto nos arredores de uma aldeia indígena. Pouco tempo depois, a vara do Kleber começa a dobrar vagarosamente. Ele a toma nas mãos, estica seus braços e contra-golpeia para fisgar. De cara é perceptível o peso da briga.

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Pensávamos se tratar de uma Piraíba, mas quando o peixe resolveu aparecer, verificamos que era, na verdade, uma enorme e colorida Pirarara.

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O tempo foi passando e o nosso objetivo cismava em não aparecer. Tentamos muitos pontos e lugares diferentes. Os botos sempre nos acompanhavam, mas, naquela região, felizmente, eles não tomam nossas iscas.

Utilizando metade de um Candiru no grande anzol 12/0, tive uma ação de peixe grande. O peixe embodocou a vara e a reação foi imediata. A briga era intensa!

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Cada manivelada da carretilha era mais uma batalha de uma guerra. O peixe ignorava o calibre de nosso material: varas de 120 libras, linha 0,92mm monofilamento e carretilhas Penn de grande porte, com drag poderoso, gentilmente cedidas pelos nossos parceiros da Penn-Raíba Carretilhas.

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Quando o pescador já estava esgotado, o peixe também se entregou!

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Era nossa primeira Piraíba, que foi recebida em êxtase.

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Embora animados pela conquista, a pescaria não foi das mais fáceis. Esse tipo de pesca depende da competência do guia em escolher o ponto ideal para soltar as iscas, mas, o que conta mesmo é a sorte. O Nica nos dizia para pensar e fazer qualquer outra coisa, menos ficar olhando para a vara, sonhando com o peixe. A ansiedade desgasta e o peixe parece escolher os momentos em que você está distraído.

Iscas lançadas e a minha vara começa a curvar em direção à água. Abracei o equipamento e aguardei, como se fosse uma eternidade, o peixe abocanhar a isca com vontade e sair em disparada. Novamente tinha um peixe bom no anzol. Os braços já latejavam para conter a iniciativa do peixe em descer o rio.

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Alavancar os monstros do Araguaia e trazê-los até os pés do pescador é uma árdua tarefa, constantemente compartilhada com os colegas de barco.

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Era unânime o palpite de que se tratava de uma grande Piraíba. As tomadas de linha foram vigorosas, mas para surpresa e espanto de todos, quando finalmente o peixe se aproximou, soltou algumas borbulhas características e o Nica já emendou: “olha só, é Pirarara”.

Mais uma vez, as glutonas nos enganaram. Era outra monstrenga colorida desse belo rio. Não tem como não se alegrar ao ver um peixe desse porte e com todas essas cores.

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O Fernando também garantiu uma bonita Pirarara nesse dia.

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Os dias foram passando. Nica escolheu soltar nossas iscas nas proximidades de uma árvore deitada no canal do rio, do lado de umas das incontáveis ilhas do Araguaia. Minha vara, que estava apoiada no secretário, recebeu uma pancada arrebatadora. O peixe foi fisgado e a briga com o gigante foi se desenvolvendo em verdadeiros rounds. O peixe era forte e nadava em constante “zig-zag”, movimento típico das velozes Piraíbas. No último assalto, com a linha já próxima ao barco, o anzol simplesmente se soltou, deixando todos os ocupantes da canoa com a inevitável sensação de frustração. Acontece – e muito – na pescaria desses peixes, quando a ponta do anzol encontra partes ósseas e praticamente impenetráveis no céu da boca da Piraíba.

Tentamos outros pontos e outras iscas. Nada! No final do dia, o guia volta ao mesmo ponto que perdi aquela Piraíba e diz “vamos pegar outra, maior ainda”.

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Já era fim de tarde, estávamos cansados, a pescaria já ia de sua metade para o final. Sem qualquer aviso, a vara do Kleber se inclina com uma força e velocidade que eu jamais vi acontecer. Em questão de segundos, aquele equipamento pra lá de parrudo, estava soltando linha de sua fricção para o peixe que descia em retirada o grande rio. O som da carretilha entregando linha para o peixe em alta velocidade é algo que deixa o pescador irracional. Com natural dificuldade, nosso guia tirou a vara do secretário, já que o Kleber, por ironia do destino, estava com a filmadora em mãos, e fisgou, recolheu, fisgou de novo, recolheu novamente e deu sua terceira e impiedosa fisgada, mas inexplicavelmente o peixe não foi ferrado. Não havia dúvidas de que seria a Piraíba da pescaria. Nunca havia presenciado uma cena brutal dessas.

No dia seguinte, insistimos naquele mesmo local, afinal, estava dois a zero para o peixe. Ao nosso lado, encostou o guia Caçula, irmão de Nica, com dois pescadores da cidade de Sorocaba-SP. Eram o Valmir e seu amigo contador de estórias. Quando um clima de descontração marcava nossas conversas, a vara apoiada em seu barco foi violentamente dobrada e a carretilha emitiu em alto e bom som, o ruído da fricção. Acompanhamos a briga do começo ao fim e o resultado foi mais do que gratificante: uma enorme Piraíba apareceu para ser registrada.

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Pescaria segue. Próximos a um estreitamento de águas, provocado por pedras, pescávamos nossas iscas. Kleber resolveu inovar na montagem e preparou um “Lambari bobo”, iscado no anzol, diretamente atado na linha e nada mais. Em determinado momento, quase teve seu equipamento tomado pelo peixe.

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Uma briga diferente e pesada sugeria que algum redondo, provavelmente um Tambaqui, poderia ter dado o ar de sua graça. Ele empunhava uma vara de 17 lbs, carretilha de perfil baixo e linha multifilamento de 30 lbs, o que tornou a batalha muito mais interessante, mas quem veio bufar perto do barco foi a sempre inesperada Pirarara. Show de briga!

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Percebendo que poderia haver mais Pirararas se alimentando dos peixes menores no local, o guia Tetéu já encostou seu barco perto do nosso e, com isca artificial, o Fernando também garantiu uma Pirarara.

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Último dia de pescaria. A vara se inclina sem pressa, mas de forma constante. Com a fisgada já percebi o peso, mas parecia não se mover. Depois de alguns instantes tentando recolher o bicho, percebemos que a linha subiu e algo se debateu na superfície. O experiente guia já se antecipou: “é arraia”.

Com o motor ligado nos locomovemos até o animal e pude verificar que se tratava de uma enorme arraia Henlei.

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Uma “redonda” muito bonita, de cor escura e pintas amareladas. Muito embora pescadores tenham medo desse bicho, em razão de seu ferrão, para mim foi uma grata surpresa. Basta que o manuseio seja cuidadoso.

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Com a contagem regressiva, o Kleber ficava, mesmo que em silêncio, cada vez mais afoito. Quem não ficaria? Ele queria e tinha que conseguir também sua Piraíba. Nada mais justo. Foi então que ele percebeu que algo havia “batido” em sua vara e continuou observando. Como não poderia deixar de ser, o equipamento foi violentamente puxado pelo peixe. A briga frenética e de peso indicava ser o tão almejado objetivo de nossa missão. O guia rapidamente encostou a canoa na praia para que o cabo de guerra pudesse ter continuidade de forma franca.

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Após o glorioso suor e a fadiga dos músculos, o peixe veio à superfície para presentear o insistente e merecedor pescador esportivo.

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A Piraíba, que ele buscava para oferecer ao seu filho Filippo, futuro pescador, estava finalmente entregue às nossas lentes!

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Com os nossos objetivos cumpridos, a pescaria foi encerrada com comemoração. Todos os percalços e dificuldades enfrentadas para se chegar até aquele local foram recompensados.

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Para o pescador consciente e sabedor de suas obrigações, levar para casa as fotografias de memoráveis batalhas, é o mais importante troféu que poderia almejar.

Assista abaixo o eletrizante programa 37 da TV LOUCOS!

Agradecemos aos amigos Fernando e Simara pela organização, logística e companhia. Ao Rogério e Cristiane que nos acolheram de forma muito amistosa e ao guia e companheiro Nica, profundo conhecedor do Araguaia e seus peixes. E, por fim, aos amigos da Penn-Raíba Carretilhas, que nos disponibilizaram carretilhas de primeira linha, sem as quais o nosso objetivo jamais poderia ser alcançado.

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EQUIPAMENTOS

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Utilizamos materiais para pesca pesada. O porte dos peixes não nos permite moderar a qualidade dos equipamentos.

Para os grandes peixes de couro

Varas: Giant CatFish 6´6” 60-120 lbs

Carretilhas: Penn International II 30SW, Penn Squall 50VSW e Penn Senator 6/0

Linha: Max Force 0,92mm monofilamento

Anzóis: Kenzaki Maruseigo 40 12/0 e encastoado 200 lbs

Para a pescaria de iscas

Varas: Rapala Platinum 5’6” 17 lbs

Daiwa Procaster 5’6” 17 lbs

Carretilhas: Shimano Cronarch Cl14 150HG

Shimano Curado 201 E7

Linhas: PowerPro 30 lbs multifilamento

Iscas artificiais diversas.

Abraços e boas fisgadas.

Imagens: Rodolfo Lenzi, Kleber Sanches, Fernando Bortoleto e Simara Bortoleto

Texto: Rodolfo Lenzi

E-mail: rodolfo@loucosporpesca.com.br

Guia Nica
(62) 9919-9737

Penn-Raíba Carretilhas

http://pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

 

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2 Comentarios to “ARAGUAIA, A CASA DOS GIGANTES DE COURO!”

  1. Ricardo Massaro disse:

    Parabéns pela pescaria, este lugar realmente é espetacular. Estive em agosto lá e foram 5 piraibas e 4 pirararas em 4 dias de pesca, muito bom mesmo. Abs!

  2. Dalton Mello disse:

    Excelente !! Parabéns amigos, a reportagem ficou ótima e deixa com muita vontade de ir nesse paraiso que é o Araguaia. Para ficar mais completa poderiam mostrar um tipo de planilha financeira com os gastos da viajem. Ajudaria muito pescador a se planejar e, por que não, ver se pode sonhar com uma pescaria desse porte. Um grande abraço.

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