TUCUNARÉ AÇU – QUEBRANDO RECORDES!

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Nosso colunista Umberto Jacobs realizou uma pescaria de tirar o fôlego de qualquer pescador em Barcelos-AM. Nas afamadas águas do Rio Cuiuni, recordes pessoais foram batidos e rebatidos, e os gigantes Tucunarés Açus foram os troféus que os pescadores tanto almejavam ter e realmente tiveram em suas mãos.

 

 

 

Todo pescador esportivo sabe que pesca não se resume a sorte. Há técnicas, macetes e artifícios que podem fazer – e fazem – uma considerável diferença nos resultados. Porém, as condições climáticas estão entre as mais importantes definidoras do sucesso de uma pescaria. Nisso, o fator sorte corresponde à coincidência entre um bom tempo e o período escolhido para a pesca.

A pescaria de Tucunarés na Amazônia é uma verdadeira loteria. Isso porque, geralmente, os pacotes de pesca são definidos com antecedência e, embora haja um período de temporada dos Açus, nunca é possível prever as condições climáticas para a data específica da viagem.

É comum ouvir relatos de pescadores que foram até o Rio Negro e seus afluentes, em plena temporada, e se depararam com o temido repiquete (aumento súbito do nível das águas), encerrando a pescaria com quase nenhum exemplar capturado.

Dessa forma, para acertar a pescaria na Amazônia, sem dúvidas, é necessária uma boa dose de sorte, de modo que o tempo e o nível das águas estejam favoráveis à pesca no período agendado.

Neste caso, a sorte esteve conosco!

A chegada e a formação da equipe

A pescaria seria feita logo na primeira semana de janeiro, do dia 04 ao dia 11. Dessa vez fechei o pacote sozinho, sem ter um parceiro de pesca predeterminado.

Tive os primeiros contatos com quem seria meu parceiro pela internet e logo pude ver que nossas prioridades eram as mesmas: pescar, pescar e pescar. Dessa forma, embora estivesse um pouco preocupado com o fato de ter que dividir quarto, barco etc., com um estranho, acabei ficando mais tranquilo ao saber que nossos objetivos eram coincidentes.

Já no aeroporto de Viracopos, Campinas–SP, me encontrei com o parceiro, Edson Fernando Mariano. De lá partimos para Brasília–DF e depois para Manaus. Em Manaus, na noite de sábado, nos encontramos com a outra dupla que dividiria o barco-hotel conosco: Raphael Sabbato e Marcelo Ferreira. Raphael, pescador aficionado, que largou a advocacia para se tornar guia de pesca em Palmas–TO. Marcelo, piloto de avião, cheio de histórias, que estava estreando na pesca “bruta” do Tucunaré Amazônico.

O time estava formado, e muito bem formado, parecia que nós quatro nos conhecíamos há anos, mais uma sorte que tivemos.

Pernoitamos em Manaus e, logo nas primeiras horas do dia, seguimos até o Aeroclube para continuar a jornada aérea até Barcelos. O voo de aproximadamente 1h30, muito tranquilo, nos encheu de esperança. Era possível enxergar as imensas praias do Rio Negro, apontando para o baixo nível das águas, sinônimo de boas condições de pesca do Tucunaré.

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Chegamos a Barcelos e a equipe de apoio do Tucuna Amazon Boat já estava nos esperando. Fomos recebidos com um belo sorriso da Flavinha, que faz todo o apoio da operação ainda em terra. Imediatamente as malas foram transferidas do avião para uma caminhonete e seguimos para o porto de Barcelos, onde embarcaríamos no Tucuninha, pequena embarcação, porém muito confortável, com capacidade máxima de quatro pescadores.

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Confesso que fiquei espantado com a quantidade de barcos no porto de Barcelos, não imaginava que havia tantos operadores de pesca no local. Não é à toa que cada vez é necessário ir mais longe para se fazer fartas pescarias. A equação é infalível: quanto menos gente, mais peixe.

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Vista do rio, Barcelos é uma cidade simpática, com uma bela igreja contrastando com os barcos de pesca atracados às margens do Rio Negro.

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Ao chegarmos no barco-hotel, conhecemos a equipe que nos daria apoio: Sr. Walter, no comando dos motores, Dona Meire, cozinheira de mão cheia, Sr. Orlando e Sr. João, nossos dois guias de pesca.

O Plano

O Tucuninha não tem um itinerário predeterminado. O barco, que tem calado muito menor que os outros barcos de pesca, garantindo mobilidade mesmo em águas bem baixas, vai onde está o peixe, e a equipe não tem preguiça de navegar.

O plano era subir o Rio Cuiuni, afluente que desagua na margem direita do Rio Negro. É um rio conhecido pela qualidade dos Tucunarés capturados. A fama do local é de peixe grande.

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O barco subiria o rio aos poucos, de modo que os pontos promissores seriam explorados acompanhando sua subida.

Enfim, a pesca!

Depois de nos acomodarmos e prepararmos a tralha, iniciou-se a primeira tarde de pescaria. O sol batia forte, mas a ansiedade nos empurrou para os barcos de pesca (voadeiras, na linguagem local) em plena uma hora da tarde. O barco ainda subia o Rio Negro, não havia adentrado o Cuiuni.

A cada ponto navegado, eu pensava: “aqui é lugar de Tucunaré”; “olha que ponto bom”; “naquela galhada tem um, certeza”; “naquela ponta de praia tem o grande”; a imaginação ia longe. Acho que, seu eu fosse pescar sozinho, ia andar só de motor elétrico, pinchando em tudo que é canto. Sem contar o fato de aquilo ser um verdadeiro labirinto. Na primeira curva que o Sr. João fazia em meio àquelas lagoas, ressacas e braços de rio, eu já me sentia completamente perdido.

Foi nessa toada que entramos na primeira lagoa em que pescaríamos. As águas eram pretas, como chá, bem diferentes daquelas que havia pescado na temporada passada, no Rio Água Boa, em Roraima.

A isca de início foi a afamada Rip Roller 5’25, cor halloween (vermelha com listras pretas). Dei uma entortada na hélice para agravar o barulho e a puxada era frenética. Não demorou muito e o primeiro bichão deu as caras. O peixe deu uma batida seca na isca, não fisgou e nem quis voltar nos arremessos seguintes. Imediatamente eu saquei um segundo conjunto, cuja isca era uma Duel Aile Magnet, amarela da cabeça vermelha. Arremessei um pouco à frente de onde ocorrera a ação e a pancada foi certeira. Estava desacostumado com a briga do Tucunaré-Açu. Depois de um ano pescando Tucunarés no sudeste, que raramente ultrapassam os 3kg, quando se fisga o verdadeiro marruco, a coisa fica divertida. Depois de vários saltos e tomadas de linha, o primeiro peixe estava embarcado.

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Não havia se passado muito tempo de pesca e a primeira captura, de tamanho já considerável, nos deixou animados. Imediatamente voltei para hélice e não demorou muito até que o segundo Açu resolveu agredir a RipRoller. Ainda não era o troféu esperado, mas era peixe de bom porte.

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Dentre uma ação e outra de um peixe maior, os Tucunarés Borboleta faziam a festa, principalmente quando o arremesso era bem rente à margem. Se quisesse brincar, era só colocar uma isca menor e caprichar no arremesso que se capturava um atrás do outro.

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Ainda naquela primeira tarde de pescaria, mais um bonito Tucunaré, na coloração Paca, foi capturado. Dessa vez a isca da vez foi a Dr. Spock branca, que, na minha opinião, está entre as “Top 5” para pescaria de Tucunarés Açu na Amazônia.

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Encerrou-se, então, a primeira tarde de pescaria. Ainda tínhamos cinco dias e meio de pesca pela frente, na verdade a pescaria nem tinha começado. A euforia tomou conta de todos quando trocamos notícias com a outra dupla sobre essa primorosa tarde. Tudo indicava que a pescaria seria excelente.

Já subindo o Rio Cuiuni, fomos presenteados com um belo pôr do sol, uma balde de cerveja geladinha e um jantar da melhor qualidade. Cheios de expectativa, retiramo-nos aos aposentos para descansar. O dia seguinte prometia!

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Começa a batalha de verdade

Pulamos da cama às 5h20, ainda estava totalmente escuro. Logo que saí do quarto, comuniquei aos demais pescadores: hoje é dia de bater recorde! Tomamos um reforçado café da manhã e antes mesmo das 6h00 já estávamos nas voadeiras navegando em direção aos pontos de pesca. Eu defini minha estratégia para aquele dia de pesca da seguinte forma: arrastar a isca de hélice até não aguentar mais.

Ao chegar ao primeiro ponto de pesca, iniciei a pesca arremessando em direção à margem, em locais que pareciam ser os mais promissores. A hélice rosnava na flor d’água sem parar e, depois de quase duas horas sem nenhuma ação, percebi que havia algo errado. Meu parceiro, Edson, capturava alguns exemplares, usando uma Perversa, mas nada que merecesse a fotografia.

Foi então que o Sr. João acionou o motor de popa em busca de outro ponto. Dessa vez entramos em um lago cuja entrada estava quase seca. O barco teve que ser empurrado e, logo na entrada, já se podia notar movimentação de peixes. Naquele local, imediatamente, as ações começaram, mas, novamente, nada que fizesse o coração disparar.

Diante daquela escassez de peixe grande, resolvi mudar de tática, mas, sem mudar de isca. Escolhi uma RipRoller 5’25, branca das costas cinzas, e, em vez de arremessar em direção à margem, passei a pinchar para o meio do lago.

Depois de dobrar uma curva do lago, em local onde notava-se ter boa profundidade, dei um arremesso longo, daqueles que quase esvazia o carretel. Vim puxando a isca com vigor e, na metade do caminho, ela sofreu uma pancada que provocou um grito de exclamação até do guia. Era coisa bruta! O peixe saiu tomando linha e, metros à frente, deu um salto em cambalhota que eu nunca mais vou esquecer na minha vida. A briga durou mais um bom tempo e, ao se aproximar do barco, vimos que, de fato, era um Açu dos grandes. E assim meu recorde pessoal foi quebrado, exatamente como prometido.

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Soltei o animal devagarzinho, fiquei namorando-o um tempão enquanto deixava que recuperasse o fôlego. Ele saiu mansinho e eu comemorei sua captura por mais uns cinco minutos. De repente, a pescaria havia virado completamente. Por isso que é sempre bom ter uma boa dose de fé e persistência. Um dos maiores encantos da pescaria é a chance que temos de transforma-la de fraca para ótima em questão de segundos.

Naquele mesmo trecho, poucos minutos depois, mais para o fundo do lago, o Edson arremessou sua Perversa no rumo de uma praia e fisgou algo que mais parecia um toco. Iniciou-se, então, outro combate. Era carretilha cantando, rebojo para todo lado e aquela ansiedade para ver a cara do bicho. Cansado, encostou no barco mais um gigante. Dessa vez, menos de dez minutos depois, era o parceiro que batia seu recorde.

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Naquele mesmo lago, dez arremessos depois, minha hélice recebeu uma pancada brutal, novamente no meio do lago. Porém, dessa vez o embate durou poucos segundos e o peixe simplesmente se soltou. Parecia bem fisgado, as garatéias estavam intactas e o peixe chegou a tomar bastante linha, o que nos fez suspeitar de algo de bom porte. Aparentemente nada errado. Infelizmente isso acontece em toda pescaria, sempre tem um grandão que escapa.

O importante é que eu e o parceiro havíamos batido nossos recordes pessoais e estávamos completamente satisfeitos com o primeiro dia de pesca. Ao retornar ao barco no final da tarde, em conversa com a outra dupla, fui presenteado com a notícia de que eles também bateram seus recordes pessoais. O dia tinha sido excelente para todos.

No dia seguinte o esquema permaneceu o mesmo. Logo pela manhã, adentramos um lago de águas bem escuras e transparentes, local típico dos grandes Açus. Eu permaneci persistente na isca de hélice, mesmo com uma dor insuportável em meus punhos e braços por conta do trabalho pesado do dia anterior. Não demorou muito e logo na primeira hora de pesca fisguei um belo peixe.

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Permaneci no trabalho da mesma isca e os resultados foram aparecendo. O curioso é que quase todas as capturas de peixes de bom porte se deram no meio do lago. O arremesso em direção às margens rendia apenas peixes menores, que se aventuravam em atacar a grande isca. Pouco tempos depois, mais um bonito Açu perseguiu a Rip Roller até menos de um metro do barco e, fisgado, acabou perdendo a batalha.

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Durante todo o dia as ações foram constantes, muito peixe, mas nada que se comparasse ao tamanho dos monstros capturados no dia anterior. Ainda naquele dia, no finalzinho da tarde, mais um Tucunaré paca foi seduzido pelo roncar da hélice.

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E o dia foi encerrado com esse pôr do sol deslumbrante.

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Ao final desse segundo dia em que fiquei o tempo todo trabalhando isca de hélice, de forma ininterrupta, meu corpo estava tão cansado que eu comecei a sentir sintomas de febre. Meus braços e mãos doíam tanto que eu fiquei realmente preocupado. Fiquei com medo de ter algo que me impedisse de pescar nos demais dias, coisa que, para mim, era pior que o fim da vida. Ao chegar no barco, por volta das 18h30, eu nem quis saber de conversa. Fui direto para minha cabine e dormi, apaguei. Acordei por volta das 21h30, jantei e dormi de novo.

No dia seguinte, acordei às 5h00 me e sentindo como uma criança de 12 anos. Meus braços e mãos ainda doíam um pouco, mas nada que se comparasse à sensação do dia anterior. Antes de o dia clarear, novamente, já estávamos nas voadeiras em busca de novos pontos de pesca.

O monstro

Durante esse terceiro dia de pesca eu resolvi deixa a hélice um pouco de lado, pois queria evitar esgotar minhas forças enquanto ainda tinha mais dois dias e meio de pescaria pela frente. Então insisti em outras iscas de superfície, tais como a Dr. Spock, Rebel T20, Maria Pop Queen, Trairão, dentre outras. Em intervalos eu utilizava iscas de sub-superfície e meia-água, tais como Curisco, Biruta, XRap, Inna e jigs variados. Porém, naquela manhã, as capturas resumiram-se a pequenos Tucunarés, cujo tamanho sequer despertava o interesse por fotografias.

No período da tarde, resolvemos insistir em locais espraiados, no intuito de encontrar os grandes exemplares. A tarde se passou e ainda não havia me deparado com nada que me fizesse mudar a respiração, nada de tamanho avantajado. O tempo estava mudando e uma garoa iniciou-se.

Chegamos a uma praia, dentro de um lago, que parecia ser um local que abrigava coisa grande. Já nos primeiros arremessos pudemos notar a movimentação de peixes. Algumas batidas na isca do Edson, mas ainda nenhuma captura.

Com uma boa dose de fé, arremessei a Dr. Spock prateada para que ela viesse trabalhando paralelamente à praia. O arremesso foi longo e a linha de trabalho da isca ficou exatamente no ponto onde a água ficava mais escura, por conta do aumento da profundidade do espraiado.

A isca trabalhou por menos de trinta segundos e um enorme Tucunaré abocanhou-a com um golpe violento e certeiro. Imediatamente o peixe saiu nadando em direção contrária ao barco, para o meio do lago. Não havia enrosco aparente, então deixei que levasse o quanto de linha quisesse. O Sr. João encostou na praia e eu desembarquei para brigar com o bicho em terra. O cabo de guerra durou mais de dez minutos. Quando eu achava que veria o peixe, ele dava as costas e voltava para o meio do lago. Depois de muito custo, o bichão pranchou rente a meus pés e foi contido pelo alicate do Sr. João. Era uma verdadeira lasca. Eu não conseguia me conter de tanta felicidade.

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A sensação de se fisgar um Tucunaré desse tamanho é simplesmente indescritível. A beleza do animal, as cores, a força. Enfim, é como se estivesse recebendo um verdadeiro troféu, com a única diferença de que o pódio é o meio do nada, em plena floresta amazônica, cercado por paisagens que, certamente, estão entre as mais belas do planeta. Um indiscutível privilégio. As fotos mostram a robustez do animal fisgado, sensacional!

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O peixe foi devolvido para a água e, debaixo de chuva, tive a oportunidade de esperar meu coração se acalmar enquanto agradecia a Deus essa verdadeira recompensa pelas horas e horas de trabalho duro em busca desse grande troféu. Depois daquilo, minha pescaria estava feita, o que viesse era lucro.

O Bônus

No término do terceiro dia de pesca eu já havia batido e “re-batido” meu próprio recorde. A pescaria tinha sido um sucesso até então. Porém, isso não foi motivo para aliviar a caçada aos Tucunarés. Continuei pescando, caprichando nos arremessos e no trabalho das iscas, como se ainda não tivesse capturado absolutamente nada. Eu sempre digo que pescaria de Tucunaré é persistência, eficiência e fé.

Nos dois últimos dias de pescaria, o peixe se mostrou menos ativo. As ações eram mais raras e esparsas no tempo, muito embora fosse impossível notar qualquer alteração climática ou do nível das águas.

Todavia, a persistência e a fé fizeram com que os dois últimos dias de pesca fossem um verdadeiro bônus para mim. Consegui capturas que, embora não tivessem o tamanho dos dois recordes fisgados nos primeiros dias, eram Tucunarés lindíssimos e de porte respeitável.

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Meu parceiro, Edson, também teve boas capturas e ficou satisfeito com o resultado geral da pescaria.

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O amigo Raphael Sabbatto, que hoje em dia opera como guia de pesca em Palmas–TO (www.raphaelpescaesportiva.com.br), fez, também, uma excelente pescaria. Quebrou recordes pessoais e formou um placar de peixes que, sem dúvida nenhuma, deixa qualquer pescador de boca aberta.

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Merece destaque um verdadeiro monstro capturado pelo Raphael. Esse Tucunaré, em conjunto com os demais recordes capturados, comprovou e deixou consagrada a fama de peixe grande do Rio Cuiuni. Além de muito belo, tem fartura de peixes de bom porte. É até curioso, mas é difícil capturar Tucunarés pequenos, com exceção, é claro, dos Popocas e Borboletas. Vejam o calibre desse animal.

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O Marcelo, parceiro do Raphael, que estava estreando na pesca do Tucunaré amazônico, também teve um excelente desempenho. Capturou muito peixe grande.

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O mais importante de tudo: Marcelo comprovou sua essência de pescador esportivo, contemplando esse momento inenarrável que é ver o bichão fisgado voltar com vida e saúde para seu habitat natural.

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Ao final do penúltimo dia pesca, o pessoal da tripulação preparou um luau para nós. Meu parceiro e eu havíamos saído para tentar a pesca de peixes de couro, sem sucesso. Quando voltamos, tinha uma verdadeira festa preparada em uma grande praia do Rio Cuiuni, com direito a churrascada e tudo mais. Ali passamos algumas horas à base de risada e das histórias que, verdadeiras ou não, sempre estão na mente dos pescadores.

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No último dia de pesca, dia do desembarque, pescamos somente no período da manhã. Percorremos, como na primeira tarde, braços e lagoas do próprio Rio Negro, bem próximos ao perímetro urbano da cidade de Barcelos.

Naquela manhã capturamos mais uma série de pequenos exemplares. Eu cheguei a fisgar um bonito Açu que conseguiu escapar depois de alguns minutos de luta. Porém, mesmo pequeno, o Tucunaré é um peixe que sempre encanta por sua coloração, que é única em cada espécime, uma verdadeira pintura.

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Conclusão

É muito difícil comparar uma pescaria com outra. Cada local tem seu ponto forte, cada rio tem seus encantos, cada bacia tem suas espécies e por aí vai. Porém, em se tratando de Amazônia, de pescaria de Tucunarés, acho que raramente fica melhor que isso. A equipe toda teve excelentes placares; todos os pescadores quebraram seus recordes pessoais; o nível das águas estava no ponto; a viagem não teve imprevistos, sustos ou contratempos; e, um ponto muito importante, os guias que nos acompanharam são da melhor qualidade.

Falando em guias, é inevitável destacar o profissionalismo de TODA a equipe do Tucuna. Eu pesco desde os nove anos de idade, aos onze fiz minha primeira viagem de pesca, e posso afirmar, com segurança, que a operação de pesca do Tucuna Amazon Boat (no caso, o Tucuninha) é de primeiríssima linha.

Desde o tratamento em terra, aqui no interior de São Paulo, com o João Vitor, passando pela recepção da Flavinha em Barcelos, até a comida preparada pela Dona Meire, não há queixas a fazer. Os guias do Tucuninha, Sr. Orlando e Sr. João, são invejáveis conhecedores daquela região e não poupam esforços para o bom andamento da pescaria. Também o comandante Sr. Walter, sempre na retaguarda, com o sorrisão estampado no rosto, também está 24 horas à disposição do pescador. Resumindo: não há uma queixa a se fazer.

Gostaria de agradecer a todos, tanto a tripulação quanto os outros três pescadores que dividiram essa pescaria comigo. Cada um de vocês contribuiu para que essa fosse, até agora, a melhor pescaria da minha vida.

Aqueles que quiserem embarcar em uma dessa, é só falar com o João Vitor (joao@tucuna.com.br) e ir sem medo.

TRALHAS

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– Vara Shimano Clarus 5’6, 20lb + Shimano Chronarch 101SF + Powerpro 80lb

– Vara GLoomis GL2 5’8, 20lb + Shimano Chronarch CI4+ 151HG + Powerpro 65lb + Leader YGK 60lb

– Vara Intergreen Esmeralda 5’6, 25lb + Shimano Metanium XG + Powerpro Super8 65lb + Leader YGK 70lb

– Vara Marine Sports Hunter Fish Z 5’6, 25lb + Shimano Antares DC7LV + Powerpro Super8 65lb + Leader YGK 70lb

Um abraço e até a próxima!

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Imagens: Umberto Jacobs e Edson Mariano

Texto: Umberto Jacobs

TUCUNA AMAZON BOAT
www.tucuna.com.br
Fone: (19) 7813-7064
E-mail: joao@tucuna.com.br

AGRADECIMENTOS

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

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1 Comentario to “TUCUNARÉ AÇU – QUEBRANDO RECORDES!”

  1. Fernando disse:

    Definitivamente foi a melhor pescaria que fiz em minha vida! Tanto pelos peixes, recordes, como pela companhia do pessoal todo que foi show, pois quando estamos junto de pessoas com os mesmos objetivos e conscientização tudo fica mais prazeroso e a sensação que fica é aquele gostinho de quero mais.
    Abraços a todos que participaram dessa aventura e se Deus permitir nos reencontraremos em breve.
    Abraço a todos!

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