PENN RAÍBA NA IMENSIDÃO AZUL POTIGUAR!

SONHO DO PENN RAÍBA SE TORNANDO REALIDADE

Uma excepcional aventura dos nossos parceiros da Penn Raíba Carretilhas nas encantadoras águas azuis de Natal-RN. Uma pescaria recheada de emoções e peixes que deixaram nossos amigos extasiados e totalmente fascinados. Eles fisgaram Serras, Barracudas, Dourados e gigantes Cavalas Wahoo!

 

 

 

Depois de um longo período organizando e planejando todos os detalhes desta expedição, enfim realizamos um sonho antigo: fazer uma pescaria oceânica em Natal-RN.

Não podemos começar essa matéria sem antes agradecer todo o apoio e empenho do nosso grande amigo, cliente e excelente guia de pesca, Erivaldo de Lima, o DINHO. Foi por intermédio e total empenho dele que pudemos fazer uma pescaria inesquecível e aprender muito sobre essa modalidade que até então era objeto de desejo, o Corrico Oceânico.

A cidade de Natal-RN além de possuir praias paradisíacas, tem um enorme potencial para a pesca esportiva, e foi justamente atrás deste potencial que partimos nessa aventura mar azul adentro. Foi uma pescaria com muitas ações, fisgadas, peixes perdidos, roubados e um belo troféu: uma enorme Cavala Wahoo, 25Kg de pura adrenalina e emoção!

No dia anterior à pescaria, encontramos com o Dinho para recebermos as primeiras instruções e recomendações sobre nossa aventura. As principais foram não beber bebidas alcoólicas e nem se alimentar de comidas pesadas na véspera da pescaria. Outra dica foi fazer uso do medicamento Stugeron 75mg para labirintite, um comprimido antes de dormir e outro assim que acordamos. Tudo isso para minimizar os efeitos da mareada e não enjoarmos durante a pescaria, procedimentos que foram de suma importância para aguentarmos a insanidade que é fazer um “passeio” no mar azul.

A PESCARIA

No dia 16/11/2014, por volta das 5h30 da manhã, Eu (Daniel) e meu sócio Felipe nos encontramos com Dinho no Iate Clube de Natal juntamente com os demais tripulantes, Shin – proprietário da embarcação e o José – o capitão. Por volta das 6 horas toda a tralha já estava a bordo da grande lancha de 38 pés, muito bem equipada de nosso amigo Shin, e partimos mar à dentro.

NATAL01

Últimos preparativos no Iate Clube de Natal-RN.

NATAL02

Materiais e Técnicas

O Material utilizado para a pesca de corrico foram dois conjuntos formados por carretilhas Penn Formula 15LD com varas Triforce da Century de 1,90m e 120lb. As iscas que usamos foram plugs de barbela longa da Rapala (X-Rap MAG 30), lulas artificiais de 15 a 25cm e de iscas naturais os famosos farnangáios. Abastecemos cada carretilha com 300m de linha monofilamento 0.70mm e um líder de 10m de fluorcarbono 1.00mm.

Optamos pelo modelo Penn Formula 15LD por se tratarem de carretilhas com sistema de fricção do tipo Lever Drag (fricção por alavanca); pois além desse tipo de fricção ser muito forte e macia mesmo com tomadas de linha em altas velocidades é possível fazer a regulagem da fricção durante a briga com o peixe em diferentes níveis pré-estabelecidos, através de uma alavanca e não de uma estrela como nas carretilhas convencionais. Outra característica importante deste tipo de fricção para a pesca de corrico é que o pescador pode deixar a fricção mais aliviada enquanto está corricando, respeitando sempre o poder de arrasto da isca, e após a batida do peixe colocar a alavanca na posição Strike trabalhando o peixe com a fricção que foi pré-regulada, compatível com a resistência de todo o conjunto (vara + linha + anzóis + girador + snaps).

Vídeo explicativo sobre carretilhas Lever Drag: https://www.youtube.com/watch?v=UXoQRahiqAA.

PENN FORMULA 15LD

LULAS ARTIFICIAIS

GUIA DE PESCA DINHO PREPARANDO OS FARNANGÁIOS

Logo que saímos da barra do rio Potengi mar à dentro, colocamos as linhas na água para ir corricando o máximo de tempo possível e tentar ferrar nosso primeiro peixe da pescaria. A medida que fomos nos afastando da costa, a cor do mar foi tomando um tom azulado incrível, impossível de se ter a noção exata apenas por fotos ou filmagens. Eu e o Felipe estávamos com um conjunto cada, sendo um posicionado no Outrigger (artefato que afasta a linha da lateral da embarcação) com cerca de 20 metros de distância até a isca, e outro mais próximo, cerca de 10m de distancia para evitar que as linhas se cruzassem.

Não demorou muito para a primeira batida, um belo ataque de um Serra em um Plug de barbela longa na Penn 45GLS de nosso parceiro Dinho.

NATAL07

A primeira batida do peixe na isca de corrico é impressionante, independente do tamanho do animal, já que além da força e arrasto do peixe a velocidade do barco varia de 5 a 10 nós, uma verdadeira pancada e na sequência o alarme cantando alto e forte.

O sonar da lancha indicava que estávamos sobre um grande cardume e logo saíram outros Serras e algumas vorazes Barracudas. O Dinho e o Shin fizeram um dublê de Serras nas lulas artificiais.

BARRACUDA DE MÉDIO PORTE: PEIXE MUITO PERIGOSO POR CAUSA DE SUA DENTIÇÃO E AGRESSIVIDADE.

Até o momento, eu e o Felipe só estávamos observando e ajudando nossos parceiros com seus peixes, recolhendo as iscas de nossas varas sempre que ocorria um ataque em outros conjuntos. Em nossas varas nada de bater peixe, mas só pelo fato de estarmos em um lugar tão bonito, cheio de vida e passando por experiências novas, nem nos importamos com a falta de peixe em nossas linhas.

Finalmente tivemos nossa primeira ação! A vara do Felipe que estava no Outrigger sofre uma batida, ele rapidamente retira a vara do suporte e começa a trabalhar o peixe que logo de início percebemos ser mais um Serra ou Barracuda de médio porte, do mesmo cardume que estavam atacando as iscas de nossos parceiros. De repente ele sofre uma violenta pancada na vara e em seguida a linha frouxou, até pensamos que o peixe havia escapado. Na verdade ele havia fisgado um Serra e durante a briga uma imensa Barracuda atacou o peixe que estava preso à isca com apenas uma mordida, resultando em uma cena forte e assustadora que demonstra muito bem o poder deste temido animal.

ATAQUE DE UMA GIGANTE BARRACUDA NO SERRA DO FELIPE

NATAL13

Ao vermos o estrago no Serra ficamos ainda mais empolgados ao sabermos que ali bem perto de nossas iscas nadavam grandes Barracudas e logo voltamos as iscas para água tentando aproveitar o frenesi de alimentação do cardume.

Continuamos navegando e corricando mar à dentro até ao final da beira do talude, que fica a mais de 13 milhas náuticas da costa, cerca de 25 km, em profundidades que variavam de 80 a 200m. Sempre de olho no sonar, nossos parceiros Dinho e Shin analisavam as imagens em busca de cardumes tanto na coluna d’água quanto no fundo. De vez em quando diminuíamos a velocidade e ficávamos a deriva no mar para que eles pudessem praticar outra modalidade de pesca, a pesca vertical ou Jumping Jig. Para essa modalidade eles utilizaram carretilhas elétricas Daiwa trabalhando Jigs de 300g a 400g em grandes profundidades. O objetivo principal eram as famosas Arabaianas (Pitangolas e Olhos-de-boi), Badejos e Caranhas, mas infelizmente não tiveram nenhuma ação durante toda a pescaria.

Continuamos seguindo corricando e após algumas ações e peixes escapados o Felipe consegue tirar nosso primeiro peixe, desta vez inteiro…rs. Era uma briguenta Barracuda, a maior que fisgamos na pescaria, e pudemos soltar o grito depois de toda adrenalina despejada em nossas veias.

NATAL14

NATAL15

Tudo corria bem mas não via a hora de chegar a minha vez, pois até então não tinha tido nenhuma ação em meu conjunto. Admito que estava um pouco frustrado mas as expectativas e a esperança nunca me abandonaram. Navegamos corricando em diversos pontos mapeados e marcados no GPS do Shin e, depois de um longo tempo sem ações, a minha hora finalmente chegou!

Depois de uma batida forte e seca na Penn 15LD, o alarme da carretilha berrou alto, o Felipe que estava mais próximo retirou a vara do suporte e me passou, já percebendo que era um dos grandes. Foi então que eu coloquei a alavanca na posição Strike e pude sentir a grande força do peixe. Com a vara totalmente envergada, o peixe tomava linha com muita velocidade, mesmo com a fricção que já estava regulada bem travada. Neste momento até nossos parceiros Dinho e Shin ficaram espantados e pediram para que o Capitão José diminuísse bem a velocidade da lancha, enquanto os demais retiravam as linhas da água para não enroscar.

NATAL16

Em poucos segundos o peixe havia tomado quase 100m de linha e estava bem longe de nós. Daí em diante foi um verdadeiro cabo de guerra, retomando aos poucos centímetro a centímetro de linha e quando ele se aproximava da lancha, era mais uma corrida sem fim.

NATAL17

Nesse momento eu estava totalmente eufórico, com o coração disparado e agradecendo pelo momento único que estava passando. O clima no barco era de apreensão e ao mesmo tempo alegria, todos tentando ajudar, principalmente o capitão que posicionava a embarcação sempre alinhando em direção ao peixe, acelerando ou reduzindo os motores enquanto o Dinho ia passando as orientações.

Depois de mais ou menos 30 min de briga, aparece uma mancha prateada gigantesca ao fundo, já próximo do barco. Foi aí que confirmamos que era uma imensa Cavala Wahoo, os gritos de todos nós quase que conseguiram ecoar naquela imensidão azul.

NATAL18

Naquelas circustâncias não conseguia acreditar no que estava acontecendo comigo e com meu sócio Felipe, uma enorme Cavala Wahoo com mais de 25 kg, frente a frente conosco. Era o meu sonho, o dele e da Penn Raíba Carretilhas se tornando realidade.

Já completamente esgotado , embarcamos a Cavala e pudemos tirar essa belas fotos que ficarão guardadas para sempre em nossas memórias.

NATAL19

NATAL20

NATAL21

Já sem forças para levantar a imensa Cavala Wahoo.

Sonho do Penn Raíba se tornando realidade.

Grande parceiro e guia de pesca Dinho.

Realmente um peixe que chama muito a atenção, principalmente para nós do interior de São Paulo que não estamos acostumados com peixes tão grandes no mar. Além do tamanho monstruoso, a coloração deste peixe é maravilhosa, com um formato de míssil, daí explica-se a grande velocidade de natação dessa espécie que ultrapassam os 80km/h e podem chegar a mais de 80kg.

Continuamos corricando pelas águas potiguares em busca de outros gigantes, e as ações não pararam, logo nosso parceiro Shin fisgou outra cavala Wahoo, esta de menor porte mas que também deu muito trabalho.

NATAL25

Estávamos novamente em cima de um outro grande cardume e aproveitamos para fisgar mais cavalas famintas. Logo em seguida o Felipe engatou uma grande cavala que também não quis brincadeira, tomou muita linha e exigiu bastante dos braços do pescador.

NATAL26

NATAL27

Depois de uma bela briga, saiu mais uma Cavala das boas.

NATAL28

Continuamos corricando sobre o cardume e o Shin embarcou mais uma cavala de médio porte, curiosamente com uma marca de sucção de organismos parasitas.

NATAL29

Depois de um longo e desgastante dia de pescaria em um ambiente extremamente hostil, estávamos todos com a sensação de dever cumprido, e claramente exaustos. Começamos então a retornar rumo ao continente mas sempre com as iscas na água para tentar a cartada final. Foi aí que fomos recompensados pela persistência e perseverança. Um grande Dourado atacou nossa lula artificial e imediatamente saiu nadando e pulando feito um louco. O Dourado era mais uma espécie de peixe extremamente esportiva que estávamos em busca e, para fechar a pescaria com chave de ouro, o Felipe conseguiu bater uma foto no momento exato do salto desse lindo peixe.

NATAL31

Depois de vários saltos e tomadas de linha, o briguento Dourado saiu para nossas lentes.

Dourado e sua bela coloração.

NATAL33

Após mais uns 40 min navegando rumo à costa, retornamos ao Iate Clube de Natal, onde tudo havia começado. Na lembrança as imagens e experiências inesquecíveis deste dia surreal que passamos na imensidão azul Potiguar.

AGRADECIMENTOS

Aos nossos parceiros Loucos Por Pesca por mais uma oportunidade de compartilhar nossas pescarias e aventuras.

Nosso cliente, guia de pesca e grande amigo Dinho, quem intermediou e acertou todos os detalhes da pescaria, incluindo iscas, bebida e alimentação.

Ao Shin, dono da grande e totalmente equipada lancha Isabel. Além de experiente pescador, um parceiro de pesca muito gente boa.

Ao capitão José, mais conhecido como Velho Lobo do Mar.

Quem for conhecer o Rio Grande do Norte não deixe de dar um pulo na praia da Pipa, um lugar de beleza ímpar cercada de praias absurdamente bonitas e preservadas. Não deixem de apreciar as deliciosas iguarias nordestinas no restaurante O tal do Escondidinho do meu parceiro Chef Humberto e sua esposa Juliana, quem nos abrigou e alimentou durante nossa hospedagem.

Agradecemos também meu grande amigo Guila, quem nos abrigou em Natal e pudemos reviver momentos bem engraçados juntos.

À minha esposa Lucía e também ao Felipe e Michele, os quais passaram juntos os 16 dias de nossa viagem sempre com muito companheirismo e paciência.

E a todo povo nordestino em geral, por nos acolher sempre muito bem em todos os momentos que passamos naquele pedaço de terra sem igual, e que provavelmente em breve se tornará nosso futuro lar.

Imagens: Daniel, Felipe e amigos

Texto: Daniel

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

Você pode deixar um comentário, ou fazer um trackback para o seu site.

Deixe um comentario