OLHOS-DE-BOI NA BAHIA! DEZ/2014

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O pescador Rodolfo Lenzi, integrante da Equipe Loucos por Pesca, juntamente com seus familiares, embarcou em uma alucinante pescaria de Olhos-de-Boi no litoral baiano. O que não faltou foi ação de peixe grande e pesadas batalhas oceânicas, travadas em águas certamente abençoadas.

 

 

 

Olá pescadores.

Está aí uma pescaria para se recomendar. Não é com frequência que dispomos de tempo e oportunidade para nos refrescarmos em águas salgadas. Mas, quando se tem a chance, não há dúvida de que os neurônios dos pescadores sempre induzirão seu raciocínio à uma provável pescaria.

Tendo como destino a região de Arembepe e Praia do Forte, no Estado da Bahia, finalmente haveria a possibilidade de realizar uma pescaria oceânica. O objetivo era tentar fisgar aqueles peixes que mal cabem na lente da câmera.

PRAIA DO FORTE

A Praia do Forte é um vilarejo baiano muito interessante. Cuida-se de um distrito extremamente badalado nas férias, recheado de bons hotéis, resorts e excelente gastronomia regional. Originariamente, era uma antiga aldeia de pescadores, mas que ainda hoje preserva características de rusticidade, aliada a ambientes requintados. O local abriga, também, o Projeto Tamar, referência internacional na proteção e manejo de tartarugas marinhas.

Sua localização continental é muito privilegiada, no que diz respeito a peixe e pescaria. Não é preciso navegar grandes distâncias para se ferrar bons peixes, que parecem apreciar o calor e a abundância de alimentos do local.

O GUIA E OS PONTOS DE PESCA

A empresa escolhida para nos levar aos grandões foi a Arabaiana Pesca Esportiva (Arabaiana, no dicionário, é sinônimo de Olho-de-Boi), comandada pelo experiente comandante Paulo Pincel.

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Nosso roteiro ficou definido como sendo a parcela sul da Praia do Forte. A pescaria é realizada em frente ao farol, sempre em paralelo à terra, atingindo-se até 10 milhas de distância da costa.

Um guia com muitas horas de água é essencial para o sucesso da pescaria. Os pontos buscados são previamente conhecidos e estão todos submersos, o que requer o uso de sonares e experiência para fazer com que as iscas sejam trabalhadas na zona de ataque dos predadores.

PESCANDO DE CORRICO

Não foi necessário percorrer muitas milhas para começarmos a pescar.

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Em pouco tempo estávamos arrastando quatro linhas. Uma de superfície com um Boonie Bird Rig e as demais com plugs de barbela que nadavam em profundidades variadas. As linhas de monofilamento estavam devidamente estocadas em grandes carretilhas marítimas.

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Os peixes de menor porte não demoraram a aparecer. Alguns pequenos Bonitos e Atuns faziam nossos braços aquecerem e, ao mesmo tempo, nos abasteciam de isca para tentarmos o valente OB (abreviação comum de Olho-de-Boi).

Em determinado momento, pudemos avistar próximo à embarcação quadro Dourados. Eles até degustaram o engodo de Sardinha, atirado ao mar pelo marinheiro, mas não quiseram saber de fazer pose para a foto. Desapareceram na imensidão azul.

Uma curiosidade é que, no caminho percorrido entre os pontos de pesca, podíamos avistar algumas boias, devidamente lastreadas pelo Projeto Tamar. Elas servem para liberar alimento para as Tartarugas. Os peixes certamente se aproveitam dessa regalia e sempre estão por perto.

NÃO É TEMPORADA DO OLHO-DE-BOI. MAS É!

Ao atingir o local de combate, iniciamos a pescaria vertical. Utilizamos carretilhas elétricas, com linha multifilamento, jigs de metal e suport hook.

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Os peixes menores, capturados no corrico, foram utilizados como iscas vivas, presas em um reforçado anzol circular (circle hook).

Após perdermos alguns peixes, tanto na fisgada, quanto durante a briga, finalmente pudemos ver e tocar em nosso primeiro OB.

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A briga vertical é muito intensa e o peixe, forte e resistente, arranca suor do pescador que se esforça em puxá-lo para cima, em um verdadeiro cabo de guerra.

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Após a árdua batalha vem o prazeroso momento das fotos.

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OLHO-DE-BOI

O Olho-de-Boi (Seriola Dumerili), também conhecido no exterior como Amberjack, é muito procurado pelos pescadores esportivos, por conta de sua voracidade, força e fôlego nas batalhas. Não é fácil tirar um peixe desses para fora da água. É preciso experiência, concentração e muito vigor físico.

Pode atingir quase dois metros de comprimento e pesar até 80 kg. O atual record mundial do IGFA (International Game Fish Association) é de 71,15 kg, pescado em Nagasaki, Japão. É um peixe que costuma se alimentar perto do fundo, em meio a rochas e paredões da plataforma continental.

Nessa pescaria de isca viva, é necessário aguardar, pacientemente, a hora da fisgada. É imprescindível saber o momento certo de ferrá-lo. Após perceber que o peixe tomou a isca, deve-se permitir que tome um pouco de linha, até o momento que tenha acomodado a isca em sua bocarra.

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Assim que fisgado, a brincadeira é de gente grande. O peixe impõe perigo aos incautos: pode facilmente lhe tomar o equipamento das mãos, ou fazê-lo cair no convés da embarcação (ou mesmo fora dela). Não é exagero. A força dele, sim, é um disparate.

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Continuamos tendo boas ações. Os peixes foram sendo embarcados e o comandante nos lembrou: “isso porque ainda nem estamos na temporada dos Zauros”, como ele intimamente chama os grandes Olhos-de-Boi.

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Aos poucos nos acostumamos com o trabalho frenético dos pesados Jigs e continuamos batalhando para tirar os imponentes OB. Já com os braços cansados, costas doendo e fôlego escasso, o jeito foi ir revezando nas brigas.

Os grandes peixes foram aparecendo. Não era nada fácil trazê-los à tona. As fisgadas aconteciam entre 100 e 60 metros de profundidade. A linha de multifilamento impunha uma briga direta, seca e franca com esses gigantes oceânicos.

Para coroar os esforços, despendidos debaixo de um torrencial sol baiano, majestosos OBs vieram participar de nosso ensaio de fotos.

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Em determinado momento ninguém mais queria se aventurar em jogar as linhas. O esgotamento físico era latente e sabíamos que se tivesse isca na água, iriamos pegar algo. Era um prenúncio de que a hora de se despedir se aproximava. Obrigado Bahia, por nos entreter de forma tão esplêndida.

MATERIAIS UTILIZADOS

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VARAS: de 50 a 80 lbs;

CARRETILHAS: de perfil alto e grande porte, elétricas e específicas para trabalho vertical;

LINHAS: monofilamento de 50 a 80 libras para o corrico e multifilamento para a pescaria de Jigs e isca viva;

ISCAS: plugs de barbela, lulas artificiais, jigs de metal, Atuns e Bonitos.

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Abraços. Boas pinchadas!

Imagens: Rodolfo Lenzi e Heitor Lenzi

Texto: Rodolfo Lenzi

E-mail: rodolfo@loucosporpesca.com.br

ARABAIANA PESCA ESPORTIVA

Tel: (71) 3332-6323

www.arabaiana.com.br

AGRADECIMENTOS

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

King Brasil – www.kingbrasil.com.br

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

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1 Comentario to “OLHOS-DE-BOI NA BAHIA! DEZ/2014”

  1. wilson moraes disse:

    Queria saber a chumbada para isca viva o peso e formato que usaram e o modo como usou atada a linha leader se foi com girador rolamentado com uma linha fina para se enroscar no fundo soltar .Vou usar um anzol Big River Bait no nariz da isca 12 e outro no rabo da isca 10\o Gamakatsu Octopus SE 4 x Strong .Dúvida cruel nessa chumbada e atado.

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