PESQUEIRO MATRINCHÃ – 06/02/13

PMATRINCHA09

Um dia nada propício para a pesca com bóias cevadeiras, mas que se revelou excelente mudando a modalidade na pescaria. Os torpedos apoitados, armados com a isca matadora, nos renderam belos peixes e verdadeiros monstros também foram fisgados em território mineiro. Confira qual a isca salvadora e veja os belos baguás!

 

 

 

Olá pescadores!

Essa é uma matéria destinada principalmente aos fanáticos por tambas, que assim como eu, Kleber Sanches, tem os gigantes redondos como alvo preferido nos pesqueiros. No Matrinchã, localizado em São Sebastião do Paraiso-MG, há também algumas outras espécies, mas sem dúvida nenhuma são os Tambacus que nos fizeram viajar pelas estradas do interior de São Paulo até atravessar a divisa para território mineiro.

O amigo André foi meu parceiro nessa aventura, que por sinal já ensaiávamos faz um bom tempo, pois sabíamos que os grandes tambas estavam ativos no local, já que o nosso leitor Diego Guidorizi nos mandou algumas belas fotos para nosso quadro de relatos.

Após 2 horas e 30 minutos de estrada, chegamos no pesqueiro, que já estava com alguns lugares tomados, então dividimos o local que pretendíamos ficar com dois pescadores de Franca, frequentadores assíduos do pesqueiro, excelentes pessoas que fomos conhecendo durante o dia.

Armei o primeiro equipamento com boia torpedo, chicote de 50 cm, anzol maruseigo e isquei um jambolão, fruta abundante em todo o contorno do lago, dica passada pelo nosso amigo leitor. Em menos de cinco minutos já tinha um tamba na ponta da linha!


Tive outras ações em seguida, porém pude perceber que apenas tambas de pequeno porte atacavam com frequência nesta fruta, então resolvemos fazer a melhor escolha do dia, experimentando a isca que seria a responsável pelo nosso sucesso: cabeça de Tilápia.

Após perder três tambas em pouco tempo, sempre com o chicote de monofilamento 0,50mm sendo cortado pelos dentes dos peixes, resolvi utilizar linha 0,70mm fluorcarbono, outra sábia decisão já que não tivemos repetição do problema.

Minha primeira captura na cabecinha de Tilápia foi de um peixe de dimensões modestas, porém muito forte e brigador, que envergou a vara ainda no suporte após afundar com brutalidade o torpedo. O André aproveitou a movimentação dos tambas no outro lago e conseguiu um bom exemplar com a labina na superfície, belo dublê!



Após uma pausa nas ações durante a hora do almoço, onde aproveitamos para descansar do forte sol e comer porções de tilápia e fritas, voltamos com força total para tentar os gigantescos Tambacus que habitam o lago principal.

Novamente tive uma puxada forte no torpedo. Era impossível chegar até a vara para fisgar antes que a Kenzaki já envergasse de maneira rápida e muito esperançosa! A briga foi ainda mais pesada e um belo Tambacu rendeu-se aos braços do pescador.



As margens do pesqueiro são muito altas na maior parte do lago, então todo cuidado é pouco na hora de soltar os peixes que tantas alegrias nos trazem.


Como fanáticos pela pesca com cevadeiras que somos, em vários instantes lançávamos nossas boias para despejar ração no lago, porém este dia não estava propício para este tipo de pescaria já que ventou absurdamente em grande parte da tarde, muitas Tilápias subiam para comer e quando os tambas resolviam se alimentar na superfície eram muito ariscos, dando apenas alguns rebojos quando a cevadeira caia na água e depois já sumiam manhosamente.

Outro grande e lamentável problema que enfrentamos foram os diversos patos presentes no pesqueiro que se dirigiam instantaneamente para comer ração a cada barulho das copadas na água. Providências deveriam ser tomadas na minha opinião, pois creio que ninguém vai até o pesqueiro para alimentar ou tentar pescar aves.

O jeito era insistir nas cabecinhas de Tilápia e o ritmo foi ficando cada vez mais forte. As ações eram frequentes e os intervalos cada vez menores!



Em questão de minutos, outra afundada no torpedo, lançado sempre no mesmo ponto do lago, pois o local estava promissor e me rendendo várias capturas. Desde o começo tenho a nítida sensação de um peixe mais pesado no combate, aviso o amigo que não sabe se acredita muito, mas a percepção vai crescendo a cada tomada de linha, sempre pesada e mais lenta. Quando o bicho chega na margem, percebo que a briga exige mais cuidado, o Tambacu é gigante e busca o enrosco de alguns troncos que estão presentes perto do barranco. Com calma controlo a situação e garanto a explosão de felicidade com um legitímo baguázão!



O gigante cravou aproximadamente 23 kg na balança digital.



Peixe muito gordo!



Neste momento a pescaria já estava garantida, o ápice já havia sido alcançado, porém como todo pescador sou ganancioso e continuei minha busca por outro peixe que fizesse jus a fama de reduto de gigantes do pesqueiro Matrinchã.

O André, utilizando a isca que salvou nosso dia, conseguiu outro bom exemplar poucos minutos após eu fazer a soltura do baguá!



Os torpedos não ficavam mais do que dez minutos na superfície do lago e logo afundavam com um tranco forte e bonito de se ver! Momento este que considero um dos mais espetaculares da pescaria, a boia descendo! Vamos pra batalha com mais um dos briguentos que cruzam o lago tomando linha antes de se renderem.


Algumas fisgadas em vão na sequência, anzol não se cravando na boca dos bichos, mas o finalzinho da pescaria me reservaria mais uma grande emoção. O torpedo balança algumas vezes, noto a presença de algum peixe aparentemente grande contornando a isca, e depois de muito “namorar” vem a puxada! O torpedo afunda lentamente, desta vez o peixe não sai desesperado tomando linha e envergando a vara, corro então para o prazer da fisgada! Uma, duas, três pancadas na boca do bicho e tem inicio outra briga pesada! Os minutos se passam e a certeza de outro baguá faz o pescador trabalhar com calma e na ponta dos dedos vim trazendo aquele animal. Quando finalmente ele entra no passaguá, percebo sua robustez, é hora de comemorar mais um gigante com o aguardado abraço!



É baguá pro Loucos!



Logo vem o tão inesperado aviso de que deveríamos guardar nossas tralhas. Apesar da vontade de seguir buscando outros gigantes, que com certeza entrariam já que eles ficaram muito ativos no finalzinho do dia, carregamos o carro para encarar a parte mais difícil que é a viagem longa e cansativa da volta.

Consideramos o Matrinchã um excelente lugar para buscar os gigantes Tambacus, apesar do pesqueiro merecer algumas melhorias em detalhes importantes como diminuir a altura das margens para maior comodidade do pescador na hora de soltar os peixes e principalmente para preservação do próprio animal. As árvores também continuam dificultando os arremessos em grande parte do lago, causando desnecessariamente muita concentração de pescadores nos raros pontos possíveis de fazer longos arremessos já que o lago é gigantesco.

Gostaria de avisar aos amigos que nos seguem, que após um período com poucas pescarias no inicio do ano, estamos com força total e muitas matérias já estão por vir no site Loucos por Pesca.

O segundo lote de bonés do Loucos por Pesca já está à venda pelo preço de apenas 25 reais cada. Interessados devem enviar e-mail para: kleber@loucosporpesca.com.br


Temos disponíveis os bonés pretos com detalhe da aba em amarelo e boné branco com detalhe em azul marinho.


Mais informações: kleber@loucosporpesca.com.br


Vamos pra cima dos gigantes! Grande abraço a todos e VAMOS PESCAR!!!

Imagens: Kleber Sanches e André

Texto: Kleber Sanches

E-mail: kleber@loucosporpesca.com.br

Pesqueiro Matrinchã

Tel: (35) 3531-2641 – (35) 9975-4101

São Sebastião do Paraíso – MG

AGRADECIMENTOS

Romano Pesca – www.romanopesca.com.br

King Fishing – www.roupasdepesca.com.br

Penn-Raiba Carretilhas – www.pennraibacarretilhas.blogspot.com.br

Massa Farofa do Carlão

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6 Comentarios to “PESQUEIRO MATRINCHÃ – 06/02/13”

  1. Pedro Inacio disse:

    Pessoal, apenas uma observação. Nesta matéria vocês agiram tipicamente como mineiro; mostraram a pesca, mas não as iscas. Qual das árvores é o JAMBOLÃO?.Onde está a foto da fruta?.
    Um abraço – Bonitos peixes!.

  2. Kleber Sanches disse:

    Olá Pedro! Como falei na matéria, a melhor isca disparada foi a cabecinha de Tilápia. Foi nela que fisgamos praticamente todos os peixes nesta pescaria. Se você for no Pesqueiro Matrinchã com certeza saberá logo qual é o jambolão, pois por todos os lugares em volta do lago que passar verá e até pisará em diversas dessas frutas. Até por ter tanta abundância de jambolão, e por cairem alguns dentro do lago, é que os peixes se habituaram a comê-los. Grande abraço!

  3. Rodrigo disse:

    Excelente matéria…
    Íamos muito no Pesqueiro Matrinxã onde fizemos umas 12 matérias, mas pelo “problemas” citados pelo amigo a tempos que não voltamos ao pesqueiro.
    Abraço
    Rodrigo Marques
    Equipe Reis do Lago
    Franca/SP

  4. Ze Paulo (Zeppha) disse:

    esse pesqueiro parece ser show lago grande arremessos do jeito que gosto pena que em todas as materias que já vi o vento é sempre uma constante por lá, isso p mim desanima porque a pesca de cevadeira é sem igual, porem p/ bater um baguazão vale tudo kkkkk, é cleber vc perdeu uma grande chance de filmar os torpedos descendo hein visto que foi pesca de espera, dava p/ deixar nos leitores com um pouco mais de noção de como foi a pesca, parabens pela pesca.
    eita esse andré parece o felipe massa da f1 kkkkkkkkkkkkk

  5. leandro disse:

    Kleber parabéns sensacional a pescaria nesse pesqueiro com certeza quero conhecer esse lugar, vc poderia me informar quantos km da de sp ao pesqueiro mais ou menos !!

    Forte abraço e continue fazendo esse trabalho maravilhoso porque tem muito site de pesca deixando a desejar e vcs estão com excelente trabalho !!

  6. gustavo araujo disse:

    Bela pescaria loucos acho q vcs deveriam conhecer o kiki turismo em mg pedro leopoldo :http://www.kikiturismo.com.br/pages/7|inicio o lugar é simplesmente incrivel pela variedade de peixes no local e conhecido pelos tambacus e pirararas grandes .

    ABS

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