AMAZÔNIA: OS INCRÍVEIS AÇUS EM BARCELOS

Acompanhe a emocionante aventura dos nossos amigos Sérgio e Simone partindo de Barcelos com o barco Kalua. Muitas capturas e presentes dados pela natureza ao casal que encarou a força e brutalidade dos gigantes Tucunarés Açus da Amazônia. Eles descreveram juntos como foram estes dias maravilhosos.

 

 

 

Este ano, a pescaria teria um gosto diferente, pois pela primeira vez minha esposa seria minha companheira em uma aventura amazônica. Embora já tenha pescado outras vezes no Amazonas, esta era a nossa primeira vez em Barcelos para realizarmos uma pescaria em um barco-hotel. A pescaria aconteceu entre os dias 12 e 19 de janeiro e escolhemos o barco Kalua de nosso amigo Ian.

Chegamos no sábado em Manaus, com um dia de antecedência para não corrermos nenhum risco, pois nosso voo partiria de Manaus para Barcelos no domingo bem cedinho. As 5 horas da manhã, uma van veio nos buscar, e nesta oportunidade conhecemos alguns dos outros pescadores que estariam conosco no barco-hotel, entre eles uma dupla de franceses.

Chegamos ao conhecido “Eduardinho”, que parecia mais uma rodoviária de tanta gente chegando em vans com malas e muitos tubos de varas. Nosso voo era fretado com aproximadamente 40 pescadores de diversas embarcações.

O coração começou a bater mais forte, a adrenalina aumentou, enfim nossa aventura estava tomando forma. Batemos papo com os outros pescadores, trocamos informações e havia muito, mas muito, espanto de ver uma mulher pescadora no meio daquele monte de homens, visão rara!

Embarcamos e uma hora depois estávamos descendo em Barcelos, onde fomos recepcionados pelo pessoal do Kalua. Bagagem retirada e acondicionada nos carros, partimos para o porto, onde os barcos estavam esperando os ansiosos pescadores.

Logo avistamos o Kalua vindo ao nosso encontro e a magia se iniciou!


Quanto mais perto o barco chegava, mais ansiosos ficávamos, sabendo que o momento de jogarmos nossas iscas na água estava se aproximando!


Bagagem carregada e lá fomos nós explorar o nosso hotel flutuante.







Como vocês podem ver, os tira-gostos eram caprichosamente preparados, sempre servidos após nossa pescaria, tanto no almoço como antes do jantar.


O barco navegou até aproximadamente 15 horas e ai saímos para pescar. Por ainda estarmos próximos à Barcelos, região ainda muito explorada, a pescaria já estava prevista que não seria tão boa, mas conseguimos fisgar alguns exemplares.






Ansiedade controlada, iscas arremessadas, peixes fisgados e partimos para o barco para um jantar delicioso. Terminamos de arrumar as tralhas e descansamos para o próximo dia que prometia muitas emoções!

Logo pela manhã, as 5 horas, todos de pé para tomar o café, e partimos para explorar lagoas mais distantes e com difícil acesso. Nosso guia, o Carlinhos, já botou o pé na água para entrarmos na lagoa.


Pegamos vários exemplares de diversos tamanhos, todos capturados com iscas artificiais, mas por estarmos mais no fim da temporada as ações na superfície não estavam acontecendo. Somente tivemos uma ou outra porrada na superfície, sendo mais efetivo o uso das twitch bait, meia-água e principalmente jigs.



Esse paca abaixo merece um capítulo à parte em nossa história. Eu fisguei um paca de aproximadamente 2 kg, ele já estava próximo ao barco, água limpa, muito sol, conseguíamos ver nitidamente o peixe. A Simone estava com a máquina nas mãos, o Carlinhos em pé já preparado com o boga e eu trazendo o peixe sem muita pretensão por ser pequeno! Já perto do barco, aproximadamente uns 5 metros, tudo isso mudou! De repente aparece esse sujeito de 5 kg e dá um bote no outro Tucunaré arrancando a isca de sua boca!


Neste momento a linha ficou frouxa e eu só pude dizer: “ ele tentou tomar a isca do outro e fugiram”. Porém, em seguida, minha linha esticou, pois ele estava com a isca na boca, após tomar do menor, e ficou fisgado. Como nós queríamos ter uma filmadora ligada naquele momento para poder registrar essa cena, mas de qualquer forma nós dois ficamos maravilhados em ter visto isto tão de perto!



Pescamos vários exemplares. Peixes saudáveis e muito coloridos!



Uma felicidade sem fim!



Entre os Tucunarés, as Piranhas, Bicudas e Traíras, que não eram convidadas para posarem nas fotos, cismavam em atacar nossas iscas. Coitados dos jigs, esses sofreram!


Não houve um único pedaço da lagoa que não exploramos e para minha alegria fisguei esse Açu de 5 kg. Imaginem minha felicidade pois até este momento era o meu maior Açu, meu maior Tucunaré, meu troféu!



Já estávamos nos preparando para almoçar, nos dirigindo para o fundo da lagoa, aonde havíamos avistado um lugar com sombra, já por volta das 12:15 hs, quando achava que estava feliz o suficiente, mas fui presenteada por esse maravilhoso Tucunaré-Açu de 7 kg!



Com muito “sangue no zóio” foi atrás dele que eu fui para o Amazonas.



Minha alegria contaminou meu marido e nosso guia. Pensa numa mulher que gritou, mas gritou muito, e nem precisei pedir para ele pular porque por conta própria ele deu o seu show de saltos. Ainda antes de almoçarmos, fisgamos vários outros exemplares.




Pausa para o almoço na mata, uma sombrinha não faz mal para ninguém e é preciso repor as forças.


Após o almoço, começamos a trabalhar de novo, e para minha total alegria, pois eu já estava muito feliz por minha esposa ter conseguido pegar o seu troféu, eu fui presenteado por este Açu de 8 kg, fisgado no jig.



A tarde continuou muito produtiva! Fisgamos vários exemplares e apareceram algumas Aruanãs.



No finalzinho da tarde, escutamos muito barulho em uma praia próxima e não tive dúvida:  tinha um cara caçando, então hélice nele e dá-lhe porrada!



No final do dia, tínhamos computado a captura de 62 Tucunarés, então fomos embora pro barco comer uns petiscos, tomar um banho e descansar.

Mais um dia lindo amanhece, céu azul, e muito peixe na linha!


O jig funcionando muito bem. Essa cor amarelo com vermelho foi a melhor!





Neste novo dia, minha esposa amanheceu com uma forte dor de cabeça devido ao excesso de calor, ar condicionado, bebida gelada, sinônimo de sinusite, e ainda por cima apareceu uma bolha no dedo. Infelizmente ela acabou ficando no barco para descansar, pois concluímos que era melhor ela ficar se recuperando, e sai com outro parceiro, meu amigo Ian.

Fomos pescar no rio Ataui e pegamos muito peixes, em nossa contagem foram 62 Tucunarés, todavia, em sua grande maioria, exemplares na faixa de 1 a 3 kg. A tarde consegui fisgar um de 5 kg.


Veja a diferença da mudança de rio, como a cor do peixe muda em relação aos outros que foram capturados em lagoas, este tem uma coloração muito mais escura.

Ainda no final do dia fizemos um duble de Aruanã e Tucunaré.


Durante a noite, o pessoal do Kalua preparou o tradicional lual, com um churrasco maravilhoso em uma praia, onde bebemos, comemos, contamos muitas histórias e deu até para apreciar um charuto cubano.






Mais um dia se iniciava com um belo amanhecer!


Voltamos novamente a pescar nas lagoas, dessa vez com minha parceira junto, ainda ruim, mas encarando a briga. Entramos em algumas ressacas e os Açus apareceram.



Embora pequeno, eu não resisti a cor desse Tucunaré. Reparem na coloração e a definição das listras!


Outros peixes foram sendo capturados!




Infelizmente minha esposa começou a passar mal de novo por causa do calor e preferi pedir ao nosso guia que retornasse ao Kalua para que ela pudesse repousar. Se ainda fosse possível, pois estávamos longe do barco, eu sairia a tarde para pescar por algum lugar ali por perto mesmo.

Chegamos no barco e o Carlinhos me falou de algumas lagoas centrais que existiam por ali e ninguém estava indo. Para poder aproveitar a tarde, fomos lá e para minha grata surpresa saiu esse exemplar de 6 kg.


Continuamos e ai o jig entrou em ação novamente! Já por volta das 16 horas, este Açu de 7 kg veio me presentear na despedida desta pescaria.



Só estava sentindo o fato de minha esposa estar fortemente gripada e não poder estar ali naquele momento, mas a pescaria estava finalizada e fechada com chave de ouro. Voltei para o barco afim de curtir a última noite.

Ainda no dia seguinte, sábado, teria pesca até o meio dia, descendo o rio Negro, pois o Kalua viajaria a noite inteira em direção à Barcelos, mas eu preferi ficar descansando e dormi até mais tarde, o que acabou se mostrando a melhor decisão, pois o dia amanheceu nublado, veio uma forte chuva, com muito vento, e o pessoal foi chegando e contando a dificuldade da navegação em atravessar o rio por causa das ondas.

Chegando em Barcelos, nos instalamos em um hotel, fraco, mas um dos únicos existentes para passar a noite. Um dos tripulantes do Kalua já tinha preparado um jantar para nós em um restaurante da cidade com dois pratos à nossa disposição, um Pirarucu e uma Paca Guisada, onde a turma toda se reuniu para brindar o final da nossa pescaria.


No dia seguinte, domingo, acordamos cedo e nos dirigimos ao aeroporto para pegarmos nosso voo fretado para Manaus e a última pernada de volta à São Paulo.

Podemos dizer aos amigos que lerem nosso relato, que a turma que conhecemos foi maravilhosa. Além da excelente pescaria, conhecemos e fizemos novos amigos, não temos do que reclamar e indicamos o Kalua como uma excelente opção, seja pela simpatia com que fomos tratados quanto pelo profissionalismo demonstrado por todos os integrantes da equipe, onde só podemos dizer o nosso muito obrigado.

Agora é pensar na próxima…

Imagens e texto: Sérgio Silveira e Simone Pino


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7 Comentarios to “AMAZÔNIA: OS INCRÍVEIS AÇUS EM BARCELOS”

  1. Simone disse:

    Nossa!!!!!! Muito bom dividir essa viagem maravilhosa, com vcs amigos pescadores e amantes da pesca!!!!! Obrigada a equipe pelo carinho……

  2. Parabéns pela pescaria, já havia acompanhado pelo facebook, mas assim da uma dinâmica maior, no Kalua sempre dá certo. Abraço pessoal.

  3. Frango disse:

    Parabéns pela excelente matéria.
    Abs
    Frango…..

  4. Leandro disse:

    Parabéns ao casal sensacional pescaria,esses tucunas são muitos lindos !!!

  5. João Barroco disse:

    Achei uma maravilha! Quero chegar lá!Parabéns!

  6. Sérgio e Simone,

    Brihante as suas descrições sobre a nossa pescaria no Amazonas, com a sua narrativa acima retornei a bordo do Kalua.
    Fui premiado nesta minha estreia como “estagiário de pescador”, não só pelos peixes que consegui fisgar, como pelo maravilhoso grupo, e principalmente pela contagiante alegria do casal. Um grande abraço.

  7. almir botelho disse:

    um dia ainda faço uma pescaria desta se Deus me ajudar . gostei muito.parabens.
    almir

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